Após um mês de paralisação, os servidores do Ibama no Maranhão decidiram pela suspensão da greve no estado, iniciada no dia 15 de maio. A resolução foi tomada em assembléia realizada em São Luís após a sessão extraordinária da Câmara dos Deputados que aprovou a Medida Provisória 366/07, principal motivo da greve. A MP propõe a criação do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade e a retirada de algumas atribuições do Ibama, como a gestão das unidades de conservação federais, a educação ambiental e os centros de pesquisa da biodiversidade.
Mesmo retornando às atividades, os servidores se manterão em estado de mobilização, mesmo porque a Medida Provisória ainda deve passar por uma votação no Senado. A exemplo do que foi realizado com os deputados federais, os servidores do Ibama tentarão estabelecer conversas com os três senadores da bancada maranhense. Nos contatos iniciais, Lobão foi o que demonstrou maior receptividade ao movimento contra a divisão do órgão, seguindo a orientação oposicionista de seu partido.
Os servidores avaliaram como positivo os contatos realizados com os deputados maranhenses em Brasília. Isso porque o Maranhão ocupou a sétima posição entre os estados no que se refere ao apoio proporcional angariado junto aos parlamentares. O movimento elaborou uma carta de agradecimento aos deputados que votaram contra a MP, e outra de repúdio aos que votaram a favor. No primeiro grupo será incluído também o deputado federal pernambucano Paulo Rubem Santiago, único petista a votar não à Medida Provisória 366/07. Somente na bancada de quatro estados o número de votos contra a MP foi maior que os votos a favor: São Paulo, Distrito Federal, Tocantins e Sergipe.