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Polícia'OPERAÇÃO ABATEDOURO' - PF prende sete pessoas por sonegação no maranhão

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22 de junho de 2007
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Presidente da Associação Comercial de Imperatriz e filho do prefeito de Açailândia estão entre os presos

Por: Oswaldo Viviani

Sete pessoas foram presas ontem pela manhã em Imperatriz e Açailândia, na “Operação Abatedouro”, deflagrada por Polícia e Receita Federal contra frigoríficos suspeitos de sonegação fiscal em quatro estados (Maranhão, Pará, Tocantins e São Paulo). O empresário Roberto Agenor Gonçalves da Silva, presidente da Associação Comercial e Industrial de Imperatriz (ACII) e dono da rede Frigo Stela foi um dos presos pela PF. Ulisses Vieira Coutinho, filho do prefeito de Açailândia, Ildemar Gonçalves dos Santos, também foi detido. Ele é procurador da empresa ITZ Comercial de Alimentos.

Os outros presos são: João Matioli (diretor do Frigorífico Vale do Tocantins), José Martins Jales Sobrinho (responsável pela rede de estabelecimentos Hipercarnes), Antonio Durão (contador), Fábio Almeida da Silva (dono da F.A. da Silva Comércio de Carnes) e Érika Lira Chaves dos Santos (procuradora da ITZ Comercial de Alimentos). A operação também apreendeu diversos computadores, contratos sociais, procurações e documentos diversos.

Segundo o superintendente da Polícia Federal do Maranhão, Gustavo Ferraz Gominho, os prejuízos aos cofres federais com a sonegação podem chegar a R$ 2 bilhões, nos últimos cinco anos.

Foram cumpridos pela “Operação Abatedouro” 22 mandados de busca e apreensão e nove mandados de prisão temporária (cinco dias) nas cidades de Imperatriz e Açailândia (ambas no Maranhão), Araguaína (Tocantins), Eldorado dos Carajás e Altamira (ambas no Pará) e Fernandópolis e São José do Rio Preto (ambas em São Paulo). Além de sonegação fiscal, os presos também são acusados pelos crimes de falsidade ideológica, formação de quadrilha e de não repassar recursos destinados à Previdência Social.

Ao todo, 51 auditores fiscais e 150 policiais federais participaram da “Operação Abatedouro”. Segundo a Receita Federal, as investigações tiveram início há um ano. Foi constatado que frigoríficos utilizavam empresas “fantasmas” para sonegar impostos e contribuições previdenciárias e trabalhistas.

Essas empresas faziam as operações de compra de boi, abate e venda da carne no mercado atacadista por meio de empresas de fachada. Dessa forma, os reais donos dos frigoríficos conseguiam evitar a fiscalização e o pagamento de dívidas. De acordo com a Receita, para facilitar a fraude, empresas eram abertas e fechadas em seguida, dificultando a fiscalização.

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