Por Beatriz Veras

JP ONLINE – Como surgiu o portal Netiar? Quais problemas você teve para implementá-lo?
Carlos Silva - O projeto do Netiar como site de entretenimento surgiu desde 2000, com o objetivo de criar um portal regional voltado para o lazer, assim disponibilizamos diversos conteúdos de forma experimental. Em 2002, o Netiar passou por uma reformulação, sendo lançado comercialmente neste ano, onde incluímos a seção de cobertura de eventos, que mais tarde passou a ser nosso destaque. Desde o início, o projeto já possuía conceitos sólidos de qualidade e profissionalismo. Assim, foram necessários investimentos em equipamentos de alto padrão em busca de um bom resultado. Em contrapartida, a internet no Maranhão ainda estava germinando e existia desinformação por parte dos empresários para o potencial comercial deste veículo, forçando investimentos próprios para manter o padrão de qualidade desde a produção do conteúdo até o resultado final.
JPOL - Você acredita que o número de visitas está satisfatório?
CS - Possuímos o site mais acessado deste seguimento no Maranhão, mas a tendência é acompanharmos o crescimento da Internet, mantendo o crescimento no número de visitas, mas nossa atenção não está voltada apenas para o fluxo de usuários, pois existem outras características, também importantes, como o tempo de permanência e a qualidade da navegação.
JPOL - Como que você produz o conteúdo do site?
CS - A equipe Netiar possui um treinamento especifico e know-how para atuar na geração do conteúdo, em específico para produção e veiculação de imagens. A principal característica do material disponibilizado é a qualidade do resultado.
JPOL - Quais são as fontes de renda do portal?
CS - Durante alguns anos, a única fonte de renda foi através da publicidade de empresas parceiras. Hoje, a publicidade permanece como principal atividade, mas possuímos também a contratação para coberturas particulares, além de cessão de imagens para produtores e campanhas publicitárias.
JPOL - Quais são seus planos futuros?
CS - Possuímos diversos projetos a serem implantados, a partir de uma reformulação completa que já vem sendo estudada a um longo período. Desta forma teremos novidades tanto de seções como serviços e inclusive de produtos. Além da reformulação, pretendemos criar parcerias externas, além de consolidar aquelas que já possuímos com outros veículos como a coluna no Jornal Universitário, de circulação mensal e o quadro “Click Netiar”, no programa VIP SL exibido na TV aos domingos.
JPOL - Tem planos de expandir para outras cidades do Maranhão ou do Brasil?
CS - O Netiar caracteriza-se por ser genuinamente maranhense, desta forma desenvolvemos um trabalho regional. Nossa filosofia de trabalho diferencia-se do perfil encontrado na maioria dos sites que trabalham com cobertura de eventos, visto que nossos objetivos são orientados pelo profissionalismo, credibilidade e qualidade de resultados tanto para os usuários, como para empresas parceiras. A expansão para outras cidades ou estados está condicionada a oportunidade de implantar este mesmo padrão. Apesar disto, já realizamos algumas experiências de cobertura no interior do estado além da cobertura do carnaval em Salvador.
JPOL - Como que você vê o mercado de portais no Maranhão?
CS - Devido ao fato do Netiar ser uma das referências para internet comercial no Maranhão, acompanhamos a evolução deste mercado muito associada ao nosso tipo de atuação gerando uma euforia ocasionada pelo lado lúdico de lidar com eventos, mas sem nenhum propósito específico. Mas o mercado é quem define, assim já acompanhamos alguns parceiros de seguimento se consolidando, além disto, ficamos contentes em perceber que outros projetos estão sendo desenvolvidos fazendo da internet maranhense um novo veículo de conteúdo e informação proporcionando o crescimento e gerando oportunidade de negócio.
JPOL - Como que você vê o mercado de Internet do Maranhão?
CS - A internet de forma geral está em permanente crescimento. Ainda possuímos predominância das classes de maior poder aquisitivo, mas a evolução tecnológica tem facilitado à aquisição de equipamentos e reduzido custo do uso da internet, gerando há algum tempo a popularização, visto que tinham este acesso disponível apenas em instituições de ensino ou no trabalho, atingindo assim todos os públicos.