Informe JPAviso aos viajantes
Sob o título, “Delta do Paraíso”, a revista Isto É que chega desta semana, na coluna Brasil Confidencial, traz a seguinte nota: “Aviso aos viajantes. Os governos do Piauí, Ceará e Maranhão fecharam um consórcio para investir R$ 100 milhões do Banco Mundial em infra-estrutura de turismo no Delta Parnaíba (PI), Lençóis (MA), e Jericoaquara (CE). Querem levar italianos e espanhóis para aquelas praias descobertas pelos extintos hippies”.
Como vemos, o projeto de integrar Lençóis ao corredor turístico que começa em Jericoaquara, é uma forma inteligente de alavancar o turismo não só em Barreirinhas como em toda a região dos Lençóis. Só mesmo a dor da viuvez, motivada pela saudade do poder, pode levar alguém a defender uma única porta de entrada para o turismo no Maranhão. Bem pouca gente tomou conhecimento, mas ano passado esteve em Barreirinhas o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. O governador, acompanhado de um amigo, fez o percurso de Jericoaquara a Lençóis pilotando uma motocicleta. É provável que desistisse de ir a Barreirinhas se o único acesso fosse por São Luís. O nosso rico acervo arquitetônico, que nos valeu o titulo de Patrimônio Cultural da Humanidade, é uma beleza à parte que não deixará de atrair turistas independentemente dos Lençóis. Portanto, a crítica que levou à tribuna do Senado a grande ausente dos debates verdadeiramente importantes não passa de choro de perdedor.
Radar nos Sarney I
A coluna Radar, da revista Veja que já está nas bancas, trata de dois assuntos abordados pelo Jornal Pequeno essa semana.
Numa delas, sob o título “Roseana inelegível”, a Veja informa que “o procurador-regional eleitoral do Maranhão, Juraci Guimarães Júnior, encaminhou à Justiça Eleitoral do estado uma representação pedindo que seja declarada a inelegibilidade da senadora Roseana Sarney por um período de três anos.
E que o procurador “acatou denúncia de abuso de poder econômico feita pelo candidato a governador do PSDB nas eleições do ano passado, Anderson Lago Filho. Roseana doou 168 700 reais para que candidatos da coligação União Democrática Independente (PSL/PTC/PC do B) imprimissem seu nome e foto em seus materiais de campanha. Os três partidos haviam decidido não lançar candidato a governador. O MPE entendeu a manobra como compra de apoio político”.
Radar nos Sarney II
Na segunda nota, intitulada “O Convento das Mercês”, o Radar da Veja noticia que “ por 10 votos a zero o Supremo Tribunal Federal garantiu que a Fundação José Sarney – ex-Fundação da Memória Republicana – continuará com a posse do Convento das Mercês, em São Luiz.
Tombada pelo Patrimônio Histórico, a construção de 1654 guarda o acervo de 220 000 documentos e 37 000 livros reunidos desde 1952 pelo ex-presidente José Sarney. Em 1990, o então governador maranhense João Alberto doou o prédio, tombado pelo Patrimônio Histórico, para a Fundação.
A oposição estrilou e, em 2005, conseguiu aprovar na Assembléia Legislativa uma lei reintegrando prédio ao estado. A medida foi derrubada pelo STF. A família Sarney está em festa”.
‘Santa’ recomendação
Divulgado pela imprensa do Piauí: “Lendo a matéria do Jornal Diário do Povo, repercutida inclusive pelo (Portal) 180graus.com, que trata das taxas do Detran-PI, consideradas as mais caras do Nordeste, o senador Mão Santa (PMDB) foi à tribuna e fez duras críticas ao governador Wellington Dias (PT) por deixar que isso aconteça.
O parlamentar recomendou aos piauienses que prefiram emplacar seus carros no vizinho estado do Maranhão, onde as taxas são bem mais baratas.
Um exemplo: enquanto a 2ª via do DUT custa R$ 47,22 no Maranhão, sobe para R$ R$ 113,75 no Piauí. ‘Esse governador quer é deixar o povo mais pobre”.
Mapa dos TJs
Um mapa sobre os procedimentos administrativos realizados nos tribunais de justiça estaduais revela que o TJ do Maranhão não tem ‘tradição’ de punir magistrados acusados de irregularidades. De 21 procedimentos instaurados no judiciário maranhense, apenas um juiz foi afastado.
O tribunal que mais puniu foi o de Pernambuco. De 49 procedimentos instaurados, seis juízes foram afastados e três presos.
Mas, no restante do país a situação não é muito diferente daqui do Maranhão.
‘Pedra no sapato’ I
O livro ‘O caso do Convento das Mercês’, do jornalista Emilio Azevedo, tornou-se uma pedra no sapato de José Sarney. Lançado, um ano atrás (no dia 10 de maio), em Brasília, ele esmiuçou o escândalo e repercutiu o assunto em vários órgãos da imprensa nacional.
O livro integra hoje o acervo de cerca de 80 bibliotecas espalhadas em vários Estados do país.
Segundo o historiador e professor universitário Wagner Cabra da Costa, “é uma obra para estudiosos e historiadores do presente e do futuro”, “comprometido com a denúncia política e social”.
“Pedra no sapato” II
Colocado à venda em bancas e livrarias de São Luís e também em outros Estados do Brasil, o livro virou best-seller, atingido, hoje, a marca de mais de nove mil exemplares vendidos.
Além do grande alcance popular, “O Caso do Convento das Mercês” é fonte constante de professores de ensino médio e também universitário, sendo usado, até, para subsidiar pesquisas de monografias.
Senador sanguessuga
A Polícia Federal indiciou, na véspera do aniversário de um ano da Operação Sanguessuga, o senador Magno Malta (PR-ES) por formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Malta foi indiciado sob acusação de envolvimento no esquema que destinava emendas orçamentárias à compra superfaturada de ambulâncias.
O senador foi ouvido, quinta-feira, na sede da PF em Brasília. Ele contestou o delegado Diógenes Curado ao ser informado do indiciamento e deixou o local contrariado.
Dízimo petista
Com uma dívida recorde na praça e um buraco que não pára de crescer, o PT promoverá um duro ajuste fiscal com uma série de medidas polêmicas - como a transformação de vereadores, deputados e senadores em cobradores do “dízimo” do partido entre seus assessores.
Por sugestão do tesoureiro do partido, Paulo Ferreira, e de seus homólogos nos diretórios estaduais, o estatuto seria modificado para obrigar os detentores de mandatos legislativos a recolherem a contribuição, que todo filiado petista deve fazer mensalmente, dos funcionários de seus gabinetes.
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