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Cartas ao Dr. Pêta

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Data de Publicação: 30 de maio de 2007
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(drpeta@box.elo.com.br)

Prezado Dr. Pêta;

O editorial “Os homens de Deus”, de ontem (29/05), revela por nós a indignação ao depararmos com tantas injustiças sociais herdadas de gente que sequer se importou com o sofrimento alheio baseado na miséria e na dor. Ao completar 56 anos de fundação este veículo consolida sua história de resistência e coragem ao enfrentar tantas adversidades. Sucesso sempre!

Leocândida Rocha

Graduada em Comunicação Social,

pós-graduada em Com. e Reportagem e

pós-graduanda em Assessoria de Comunicação.

Caro Dr. Pêta;

Após a publicação da crítica que fiz à precipitada desistência da candidatura de São Luís a ser uma das sedes da primeira fase da Copa do Mundo de 2014, recebi diversos e-mails de pessoas que procuraram me demonstrar como nossa capital realmente não teria recursos nem estrutura para sediar esse evento esportivo.

Diante disso, entendo necessário fazer os seguintes esclarecimentos:

Nunca disse, em momento algum, que seria tarefa fácil para o Maranhão sediar a Copa de 2014. Estou perfeitamente ciente dos problemas e dificuldades que o estado enfrentaria para a realização dessa empreitada.

Acho apenas que descartamos muito prematuramente a candidatura da nossa cidade para um evento que acontecerá somente daqui a sete anos, especialmente quando outros estados, que possuem condições sócio-econômicas semelhantes às nossas, ainda estão na disputa.

Como nós nos sentiremos se, em 2014, a primeira fase da Copa ocorrer em cidades como Rio Branco, Macapá, Boa Vista, Porto Velho, Aracaju, Maceió e Vitória, capitais de estados menos populosos que o nosso e que talvez tenham até menos condições que o Maranhão para sediar esse evento?

Poderemos continuar a exigir recursos e atenção do Governo Federal, depois dessa inequívoca demonstração de que não estamos com a menor disposição de ajudar o Brasil na realização desse empreendimento?

Não será tarefa fácil para nenhum estado da Federação sediar a Copa de 2014, nem mesmo para os estados mais ricos do sul e sudeste do país.

Se somente em novembro a Fifa irá confirmar o Brasil como país-sede desse evento, deveríamos ter utilizado esse período para avaliarmos com calma as exigências que a CBF nos apresentaria e conversarmos com os demais estados, em busca de soluções para os problemas que nos são comuns.

Se a Fifa já realizou com êxito uma Copa do Mundo compartilhada entre dois países, como foi a Copa da Coréia e do Japão, pode perfeitamente considerar a possibilidade de que os jogos da primeira fase da Copa de 2014 fossem realizados na maioria das capitais do norte e nordeste do país, e não apenas em uma ou duas cidades-sedes, diluindo os custos e adaptando esse torneio à infra-estrutura e à realidade dessas cidades.

Como disse antes, se pensássemos com calma encontraríamos maneiras de superar essas dificuldades. Não fizemos isso. Nossos políticos e governantes preferiram se livrar rapidamente desse “fardo incômodo” e agora me preocupam as conseqüências que o Maranhão pode vir a sofrer, por conta dessa “covardia irresponsável” que nos acometeu.

Atenciosamente,

Abimael Ferracinni.

e-mail: abe.fer@bol.com.br

Dr. Pêa, bom dia;

É engraçado esse povo do governador dizendo que isso que está acontecendo nesse governo com essa história de ‘Operação Navalha é tudo fruto dos Sarney. Agora eu me pergunto: será mesmo que Sarney é forte como dizem a ponto de mexer com vários estados e “derrubar” até os seus aliados políticos, como Renan Calheiros, Silas Rondeau e outros, só por perseguição política ao governo do estado? Será que foi Sarney quem mandou os sobrinhos do governador irem até Brasília pegar propina, segundo as informações da imprensa e da polícia federal? Que foi Sarney quem mandou fazer as pontes inacabadas que aparecem nas reportagens? Tá certo, ele não é santo, mas também tudo que se ouve de ruim nesse governo atual e passado é fruto do dedo do Sarney? Se for desse jeito, podemos dizer então que Sarney manda mais que o presidente.

(Alisson de Sousa Melo – Adm. de Marketing – Monte Castelo – São Luís)

Prezado Dr. Pêta;

Passados alguns dias da famosa Operação Navalha, constato com uma certa tristeza que o Dr. Jackson Lago, até agora, não deu ao povo maranhense nenhuma explicação com relação aos seus sobrinhos presos na dita operação: qual o papel de cada um deles no governo? Diante das provas levantadas, os mesmos continuarão a integrar a equipe de governo? São explicações que o Dr. Jackson Lago deve a todos nós que lutamos arduamente para derrubar esta famigerada oligarquia que tanto mal fez ao nosso povo. Todavia, o que nós que elegemos o Dr. Jackson Lago esperamos de seu governo é trabalho, transparência e, sobretudo, honestidade. Jamais duvidei da seriedade do Dr. Jackson Lago - por isso votei nele -, mas não posso aceitar passivamente que membros de sua família se apoderem do governo para enriquecer tal como fez a outra família destruindo as esperanças e os sonhos de todo um povo. Espero explicações e acho que o Jornal Pequeno tem a obrigação de cobrar isso do Dr. Jackson Lago, em respeito aos seus leitores e, sobretudo, à verdade.

Este jornal não pode transformar-se em um “O Estado do Maranhão”, jornalzinho menor, que serve única e tão somente a veicular “verdades” fajutas fabricadas pelo clã Sarney. O Jornal Pequeno é grande e como grande deve continuar cobrando, exigindo explicações, veiculando suas notícias com isenção e imparcialidade sem se importar com cores partidárias: Ladrão é ladrão e a estes as penas da lei.

(Alifran Santos – São Luís)

Nota do editor – As cartas e e-mails endereçados ao JP e ao Dr. Pêta devem conter nome, endereço e o telefone dos respectivos autores.

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