Amor bandido
O grupo Sarney a cada dia que passa deixa mais claro que o povo maranhense para ele é apenas um detalhe na sua insaciável sede de poder, pois tudo que faz na tentativa de prejudicar o governo estadual acaba acertando em cheio a população do Maranhão. Como se não bastassem 40 anos de absoluta escravidão a que submeteram toda a sociedade desse estado.
Uma das últimas provas do seu “imenso amor pelo Maranhão” foi a tentativa de bloquear na Justiça a pensão concedida pelo governo à família do compositor Gerô, brutalmente espancado e morto por dois policiais militares. O gesto do governo tem nome: chama-se justiça social, palavras jamais usadas nas quase quatro décadas de domínio dos Sarney. Aliás, “demonstrações de amor” como essas dadas pela oligarquia ao povo do Maranhão não são novidade; afinal, quem não lembra do esforço colossal feito por Sarney, Roseana, Lobão e João Alberto no Senado para impedir que o governo anterior viabilizasse um empréstimo de 30 milhões de dólares junto ao Banco Mundial para a execução do Prodim, que hoje está aí em pleno vapor, minimizando bastante o sofrimento das famílias mais carentes deste estado?!
Um outro exemplo recente do “carinho” dos Sarney e seus fiéis seguidores pelo povo dessa terra é a MA-014, que faz a ligação da Baixada Maranhense com o resto do estado, que também no governo passado foi licitada e teve a verba disponibilizada para sua total recuperação e quando tudo caminhava para dar fim a um problema que atormenta os moradores daquela região há muito tempo, eis que novamente eles, sempre eles, ‘mexeram os pauzinhos’ e impediram que a obra fosse realizada. Era ano eleitoral e eles queriam impedir que o governo trabalhasse. Até hoje milhares de moradores continuam sofrendo, pois não têm estrada para escoar sua produção e até mesmo se deslocar em suas viagens com conforto.
Essa é a forma de fazer a tal “oposição responsável” que prometeram após a perda da eleição, deixando mais uma vez patente que a ex-oligarquia Sarney nunca deu a mínima para o Maranhão e seu povo. A eles a única coisa que importa é saciar sua sede de poder, nem que para isso o preço a ser pago seja mais 40 anos de escravidão e sofrimento ao povo maranhense.
Coerência
As lideranças sindicais que estiveram em Brasília garantiram que, coerente com sua história política e do seu partido, o PDT, o deputado Julião Amin defenderá os educadores na luta pelo piso nacional e uma educação pública de qualidade.
Verbas federais I
Doze estados foram acusados pela Controladoria-Geral da União (CGU) de má utilização de verbas federais para os setores do Esporte e da Justiça. Os convênios somam quase R$ 500 milhões e a lista de irregularidades é grande, segundo o "Jornal da Globo".
No Pará, os auditores encontraram indícios de superfaturamento que chega a 300% na construção de um presídio na cidade de Mocajuba.
Em Minas Gerais, um sistema de câmeras de vigilância em 12 presídios custou 35% mais caro do que equipamento similar no mercado; e parte do material adquirido há quase dois anos nunca foi instalado.
Verbas federais II
Em Pernambuco, foram encontradas irregularidades na construção e reforma de três presídios. Um deles, na capital, ficou 50% acima do que deveria.
Na Bahia, há indícios de superfaturamento em licitação para a compra de rádios para o reforço da vigilância do Pelourinho. A empresa que apresentou o menor preço foi desclassificada por um detalhe: não mencionava na proposta o fabricante. A compra ficou R$ 50 mil mais cara.
Em Rondônia, a auditoria indiciou superfaturamento de 100% na compra de equipamentos de informática e de comunicação, com recursos repassados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça. Segundo a CGU, os equipamentos poderiam ter sido comprados pela metade do preço pago (R$ 252 mil).
Verbas federais III
No Acre, a CGU identificou que foram utilizados recursos do Programa de Implantação da Polícia Comunitária, num total de R$ 142.850,00, em equipamentos que não estavam previstos no contrato. A Secretaria de Justiça e Segurança Pública comprou equipamentos e material de informática e dois jet ski.
Segundo a CGU, também foram encontradas irregularidades nos estados de Goiás, Maranhão, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Tocantins.
Verbas federais IV
O resultado das investigações já foi encaminhado aos ministérios responsáveis pelos convênios, aos tribunais de contas e ao Ministério Público. Agora, vem o mais difícil: punir os responsáveis e recuperar o dinheiro.
"Os ministérios gestores têm de instaurar as tomadas de contas especiais, que vão precisar um valor do prejuízo e identificar pessoalmente os responsáveis. O Ministério Público vai ajuizar na Justiça, seja uma ação civil por improbidade administrativa, seja ação penal pelos crimes contra a administração, ou seja, corrupção peculato etc.", afirmou Jorge Hage, corregedor-geral da União.
Os governos estaduais mencionados pela Controladoria Geral da União disseram que ainda não foram comunicados oficialmente, mas que vão adotar as providências cabíveis se as denúncias forem confirmadas. pela jornada de trabalho de 20h.