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EditorialO suspeito zero

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23 de maio de 2007

E se perguntam, seus partidários, por que em tudo que acontece no Maranhão significando corrupção, armação política, improbidade administrativa, golpes contra personalidades e adversários surge como suspeito o nome de José Sarney?

Ele é de fato o “Suspeito Zero”, aquele que surge mesmo antes que a Justiça, a imprensa ou o Ministério Público acusem alguém.

O ‘Suspeito Zero’ não é um Justiceiro, mas é um ‘Justiçador’ tão impiedoso que chega a inventar crimes e criminosos só para não ficar sem ter a quem perseguir. O problema é que nem tendo surgido ainda um primeiro suspeito, o Maranhão inteiro aponta o dedo para ele.

Foi só surgir o Caso Gautama e descobriram que essa empresa, a OAS e a EIT contribuíram com mais de um milhão de reais nas três últimas campanhas de Roseana. A EIT foi beneficiada com o pagamento de 33 milhões de reais por uma estrada que nunca foi construída, a Arame-Paulo Ramos.

Foi só detonarem a “Operação Navalha” e lá estava alguém intimamente ligado ao ‘Suspeito Zero’, o senhor Silas Rondeau, envolvido com a organização criminosa, caindo de todas as escadas do Ministério de Minas e Energia e vítima visível dos choques do Programa Luz Para Todos. Sem contar que a maioria dos senhores deputados acusa José Sarney, o ‘Suspeito Zero’, de atitude leviana e imoral ao querer vincular o ex-governador José Reinaldo Tavares com o escândalo da Gautama.

Quando Sarney, o “Suspeito Zero” de tudo de ruim que acontece no Maranhão, festejava a injustiça cometida contra José Reinaldo Tavares, o Tribunal de Contas da União expõe, publicamente as irregularidades ocorridas em obra da Gautama patrocinada por uma Emenda de Sarney ao Orçamento. A construção de um Aeroporto no Amapá teria sido direcionada para a empresa Zuleido Veras, amigo de Sarney desde os tempos de presidente. Uma obra de 113 milhões de reais, que está lá, em Macapá, parada, só com a estrutura de aeroporto.

E, assim, prossegue, em seu destino de forçar a existência de “testas de ferro” de todas as estirpes nesse Estado, o ‘Suspeito Zero’. Há quem diga que ele tentou se apropriar até da fábrica de cuscus Ideal; há quem diga que o Hotel São Francisco, o Shopping São Luís e até o Convento das Mercês são propriedades suas. Como bom suspeito, ele nega tudo. Principalmente porque é o povo inteiro de um Estado que o acusa de tudo o que não presta.

Há quem diga, também, que os tentáculos de Sarney, o ‘Suspeito Zero’, estendem-se até a Justiça, e que por isso ele ganha todas e só perdeu para o Jornal Pequeno. De 7 a zero. E já tem gente dizendo que da “Operação Navalha” ele não escapa. Faz sentido, já que seu ministro no Governo Lula caiu enrolado com uma propina de 100 mil reais. Por enquanto.

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