Envolvidos na morte de Gerô serão ouvidos hoje na JustiçaO juiz da 7ª Vara Criminal, José Luís Almeida, dará prosseguimento hoje, a partir das 14h30, à instrução criminal relacionada com a morte do cantor e compositor Jeremias Pereira da Silva, o Gero, assassinado no dia 22 de março passado. Hoje deverão prestar depoimentos o soldado José Expedito Ribeiro e o sargento Sérgio Henrique Mendes, os quais se encontram presos no quartel do Comando Geral da Polícia Militar, no Calhau.
Na última quarta-feira (dia 16) prestou depoimento o soldado Paulo Roberto Almeida Paiva, também denunciado pela prática de crime de tortura contra o artista negro. Os depoimentos estão sendo acompanhados pela promotora Márcia Moura e pelos advogados habilitados, como assistentes de acusação.
No começo do mês de maio, o juiz José Luís Almeida decretou a prisão preventiva do sargento Sérgio Henrique Mendes, um dos envolvidos no assassinato de Gerô. No mesmo despacho, o juiz indeferiu o pedido de relaxamento da prisão dos dois militares autuados em flagrante: José Expedito Ribeiro e Paulo Roberto Almeida Paiva, principais acusados pela morte do compositor, por crime de tortura.
Acatando denúncia formulada pela promotora de Justiça Márcia Moura, o juiz José Luís Almeida decretou a prisão preventiva do sargento Sérgio Henrique Mendes, que estava de carona na viatura administrativa ocupada por Expedito e Paulo, e os soldados Estrela e Alberto, que trabalhavam no Terminal de Integração da Praia Grande. Os três, segundo testemunhas, também teriam espancado Gerô. O primeiro em frente ao 1º Distrito Policial (centro) e os outros dois enquanto a vítima esteve custodiada na cela do terminal.
A representante do Ministério Público solicitou também a prisão de outro militar, o tenente Nildson Lenine Rabelo Pontes, que era quem estava de serviço no dia 22 de março, quando Gerô foi espancado até a morte. O juiz não acatou o pedido de prisão do tenente Lenine. Dos dois acusados ainda em liberdade, o juiz entendeu que a prisão preventiva, no momento, só se justifica em relação ao sargento Mendes, o qual, diante da situação a que Gerô fora submetido e já estando no comando das ações dos seus subordinados - os também acusados José Expedito e Paulo Roberto - no segundo momento, ou seja, depois que o cantor foi deixado no Terminal de Integração, além de nenhuma providência adotar para fazer cessar as agressões protagonizadas por dois inferiores hierárquicos, delas ainda participou, do que resulta que teve participação decisiva para o desenlace fatal – ativa e passivamente.
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