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GospelEntendendo a soberania de Deus através da sua criação

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21 de maio de 2007
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Texto Bíblico: Salmo 8.1-4; 19.1-4

Introdução

Através das Escrituras Sagradas, aprendemos que, a soberania de Deus atua na criação, na manutenção da criação, na condução da História e na salvação.

Vimos que Deus rege a história e que todas as coisas estão debaixo do poder da sua vontade e dos seus propósitos.

Então veremos como entender a soberania de Deus através da Sua criação.

Mas, por que olhar para a criação de Deus?

1 – A criação manifesta a glória de Deus e nos ajuda a compreender a Sua grandeza. (Sl 8.1-4).

2 – A criação marca todos os caminhos do Senhor, seus propósitos e seus modos de agir (Apocalipse 4.11).

3 – Olhando para a criação entendemos nossa insignificância ante a soberania e a grandeza de Deus (Salmo 8.4a: Que é o homem para penses nele?).

4 - Um Estudo sobre a ordem da Terra1

Contemplando a ordem da Terra, cientistas e estudiosos concluíram que nada existe por acaso. O Grande Projetista pensou nos mínimos detalhes. Descobriram, por exemplo, que:

As nossas estações só existem porque a terra tem uma inclinação de 23 graus. Se a Terra não tivesse esta inclinação exata, os vapores dos oceanos se moveriam para norte-sul cobrindo os continentes de gelo.

Se a lua estivesse a 80 mil quilômetros da Terra, em vez dos 320 mil, as marés seriam tão enormes que todos os continentes seriam submergidos pela água – até mesmo as montanhas seriam afetadas pela erosão.

Se a crosta terrestre fosse apenas três metros mais grossa, não haveria oxigênio, e sem ele toda vida animal morreria.

Se os oceanos fossem uns poucos metros mais profundos, o dióxido de carbono e o oxigênio teriam sido absorvidos e nenhuma vida vegetal poderia existir.

O peso da Terra foi estimado em seis sextilhões de toneladas (6 seguidos de 21 zeros). Ela tem, ainda assim, um equilíbrio perfeito e gira com facilidade no seu eixo. Ela gira diariamente à razão de mais de 1600 Km/h ou 40 mil Km/d. Num ano isso dá mais de 14 milhões de Km. E Jó no capítulo 26:7 diz: “Deus faz a terra pairar sobre o nada”.

A Terra ainda gira em torno do sol (movimento de translação), numa órbita particular. A cada ano esse percurso equivale a 965 milhões de Km. São 30 Km por segundo ou 1.800 km/h.

Considere o Sol. Cada metro quadrado da sua superfície emite constantemente um nível de energia correspondente a 450 motores de 8 cilindros, em chamas produzidas por uma fonte de energia inigualável.

Os 9 grandes planetas do nosso sistema solar distam do Sol entre 57 milhões e 5 trilhões e 800 bilhões de Km. E cada um gira em torno do Sol em órbita própria com uma precisão absoluta.

Ainda assim o Sol é apenas uma estrela menor nos 100 bilhões de astros que compõem a via Láctea.

Se pudéssemos enxergar, estenderíamos uma moeda de 10 centavos à distância de um braço, e ocultaríamos 15 milhões de estrelas.

Diante dessa grandeza o salmista indaga: Que é o homem para que dele te lembres?

Soberania e Grandeza de Deus são temas indissociáveis, que precisam ser pensados juntos para toda arrogância e presunção sejam desfeitas e sejamos libertos para viver para a glória de Deus.

5. A experiência de Jó diante da grandeza e da soberania de Deus

Quando Jó, na sua fraqueza humana, tentou questionar Deus sobre os acontecimentos de sua vida, Deus o respondeu mostrando-lhe sua ignorância acerca da Sua Grandeza. Vejamos Jó 38,39.

Quando Deus terminou de falar, perguntou a Jó se ele ainda queria desafiá-lo. Então Jó, num aparente gesto de rendição e humildade respondeu (40.3-5): “Eu não valho nada; que posso responder. Prefiro ficar calado. Já falei mais do que devia e agora não tenho nada para dizer”.

Mas Deus não ficou convencido da humildade de Jó e foi pra cima dele (40.6 a 41). Foi quando Jó entregou os pontos de vez e disse (42.1-6):

“Eu reconheço que para ti nada é impossível e que nenhum dos teus planos pode ser impedido. Tu me perguntaste como me atrevi a pôr em dúvida a tua sabedoria, visto que sou tão ignorante. É que falei de coisas que eu não compreendia, coisas que eram maravilhosas demais para mim e que eu não podia entender. Tu me mandaste escutar o que estavas dizendo responder às tuas perguntas. Antes eu te conhecia só por ouvir falar, mas agora eu te vejo com os meus próprios olhos. Por isso, estou envergonhado de tudo o que disse e me arrependo, sentado aqui no chão, num monte de cinzas.”

Conclusão: O que Deus espera de nós?

Espera que abandonemos toda arrogância e presunção e passemos a dar glória a Ele no tempo em que vivermos neste mundo. Pois, enquanto a arrogância nos afasta de Deus e dos seus propósitos, a presunção nos faz blasfemar contra o nosso Deus nos levando a uma fatídica auto-suficiência.

A.W. Pink diz que o verdadeiro reconhecimento da soberania de Deus leva-nos a submeter todos os nossos planos à vontade dEle.

Ele lembra de um fato ocorrido na Inglaterra, quando da morte da rainha Vitória e da coroação do seu filho mais velho Eduardo. Era comum nestas solenidades que se disse a frase Deo Volente, isto é, “Se Deus quiser”. As proclamações eram impressas e enviadas a reis e imperadores em todas as partes do mundo. Mas em nenhum documento referente à coroação do príncipe Eduardo via-se a expressão Deo Volente. No dia da coroação Deus interveio. O príncipe foi acometido de apendicite e a coroação teve que ser adiada por vários meses, só vindo a acontecer quando esse grave erro foi consertado.

1 MANNING, Brennan. O Evangelho Maltrapilho. Textus, São Paulo, 2007.

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