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PolíticaAL discute mortalidade materna no MA

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17 de maio de 2007
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Deputados e representantes da área de saúde discutiram ontem os índices estarrecedores de cerca de 500 mil mortes maternas – uma a cada minuto, sendo 450 mil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). No Maranhão, os dados sobre este tipo de morte são desconhecidos. Porém, especialistas avaliam, com base em denúncias, que a realidade no Estado pode ser considerada como alarmante.

A discussão ocorreu em uma audiência pública presidida pela deputada Eliziane Gama (PPS), presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. “Esta audiência que trouxe uma reflexão que eu considero vital para a sociedade. A discussão não visa apenas debater o que causou tantas mortes, mas a preocupação de reduzir estes números que são alarmantes. Estamos discutindo o direito à vida daquelas que estão no momento sublime de dar a luz, de gerarem vida”, comentou a parlamentar.

Segundo a própria OMS, do total de 500mil, 450 mil mortes poderiam ser evitadas se as mulheres tivessem uma vida digna, inclusive tendo acesso a informações e condições adequadas de saúde.

A audiência também contou com a presença da deputada Helena Heluy (PT – presidente da Comissão de Direitos Humanos), Fátima Vieira (PSDB), além de Raimundo Cutrim (DEM), Rubens Pereira Júnior (PRTB), Stênio Resende (PSDB) e Antônio Pereira (DEM – presidente da Comissão de Saúde). A audiência foi solicitada pela deputada Helena Heluy.

Também estiveram presentes Frederico Vitório Lopes Barroso, médico do Hospital Materno Infantil e mestre em Ginecologia Obstetrícia, Elba Mochel, professora do Departamento de Enfermagem da UFMA, Euzamar Silva Arouche, presidente do Conselho Regional de Enfermagem, Silvia Maria Amorim, coordenadora da Área Técnica de Saúde da Mulher da Secretaria de Estado da Saúde, Getúlio Ferreira Albuquerque, membro da diretoria do Conselho Regional de Medicina, e o presidente da Associação dos Professores da UFMA, Welbson Madeira, que, em janeiro deste ano, perdeu a sua esposa vítima de complicações durante o parto.

“Esta discussão serviu para despertar na sociedade o quanto este tema é importante. Agora é buscar ações e um posicionamento das autoridades e órgãos competentes para reduzir estes números em nosso Estado”, disse Eliziane Gama.

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