Seguradora afirma que o golpe está sendo aplicado em outros Estados Uma seguradora do Rio Grande do Sul manteve contato ontem com a reportagem do Jornal Pequeno para alertar que o golpe contra o DPVAT, investigado pela polícia e pelo Ministério Público do Maranhão, está sendo aplicado em outros Estados do Norte e Nordeste. O empresário Rodrigo Giaretta, um dos sócios da Giaretta Assessoria Sinistros de Seguros Ltda, da cidade de Carazinho (RS), informou que ocorreram comprovadamente, nos últimos meses, dois casos de saques efetuados por quadrilhas que não atuam apenas no Maranhão, mas sim em todo o norte do país.
De acordo com Giaretta, o primeiro caso aconteceu no dia 16 de março de 2007, data em que a Fenaseg efetuaria o pagamento para o beneficiário da morte da vítima Rodinei Bordim de Lima, o Sr. Reinaldo Farias de Lima, que reside na cidade de São João, no estado do Paraná. O valor da indenização - R$ 6.750,00 – foi sacado na cidade de Marabá (PA), por uma pessoa que chegou à agência do Banco do Brasil com uma identidade falsa do Estado de Pernambuco e efetuou o saque se passando pelo favorecido.
Ainda segundo informações de Giaretta, o segundo caso ocorreu no dia 30 de abril de 2007, data em que a Fenaseg faria o pagamento para os beneficiários da morte do Sr. Eugênio Noronha – Irosilda Noronha e Mário Mendes Noronha, que residem na cidade de Santa Cruz do Sul (RS). Ocorre que os valores devidos - R$ 6.750,00 e R$ 3.375,00 respectivamente - foram sacados muito longe de lá: o primeiro na cidade de Mossoró (RN) e o segundo na cidade de Santa Maria do Pará, no Estado do Pará.
Com a experiência de quem trabalha há mais de 10 anos nessa área, Rodrigo Giaretta declarou que tudo indica que estes golpes estão sendo aplicados por uma quadrilha muito bem organizada, que deve ter informações privilegiadas da Fenaseg. “Do Banco do Brasil não deve ser, pois vimos que o saque foi na data do crédito, e como o banco tem acesso a essa informação apenas no dia do crédito, dá para ver que realmente essa informação é fornecida ou acessada anterior ao crédito. Pode ser até na liberação do crédito feito pela Fenaseg que ocorre uns quatro dias antes do pagamento”.
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