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GeralEmpacotadora de arroz do Suriname é interditada no Itaqui

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11 de maio de 2007
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A ida de uma comissão de deputados, ontem, pela manhã, ao Porto do Itaqui, resultou na interdição, pela Vigilância Sanitária, da empresa Cereal Cereais Araguaia Ltda., sediada no Distrito Industrial. A empresa faz o beneficiamento e empacotamento do arroz procedente do Suriname, embalado, em São Luís, com as marcas Tio João, Painho F1 e Gol. A interdição da empresa se deu a partir de denúncias constatadas por uma comissão da Assembléia Legislativa, formada pelos deputados Fátima Vieira (PP), Fufuca Dantas (PMDB), Pedro Veloso (PDT), Marcos Caldas (PT do B) e Maura Jorge (DEM).

Os parlamentares, acompanhados do promotor de Defesa do Consumidor, Carlos Augusto Oliveira, estiveram no Porto do Itaqui e constataram uma série de irregularidades sanitárias no descarregamento, transporte e empacotamento do arroz a granel descascado que chega de navios ao Maranhão, procedente do Suriname.

“A Assembléia cumpriu a sua parte. Nós denunciamos o problema, investigamos. A partir de agora, as providências têm que ser tomadas pelos órgãos públicos”, declarou a deputada Fátima Vieira, que levou a reivindicação dos agricultores e atacadistas do Maranhão ao plenário da Assembléia Legislativa.

A empresa Cereal Cereais foi interditada pela Vigilância Sanitária por não estar adequada às normais de higiene necessárias para o empacotamento e beneficiamento de arroz. Os deputados puderam observar as condições em que toneladas de arroz descascado e a granel são guardadas no galpão da empresa: no chão sobre pedaços de plástico, com piso quebrado. A máquina que deveria fazer a lavagem do produto, segundo a Vigilância, também não está fazendo o processamento adequado.

De acordo com Paulo Jessé, chefe do Departamento Estadual de Vigilância Estadual, a empresa tem prazo de 15 dias para se defender e se adequar às normas que serão exigidas pelo órgão. Além disso, os fiscais recolheram amostras do arroz a granel (antes de ser beneficiado) e ensacado, para fazer análise de qualidade.

O gerente Administrativo da Cereal Cereais, Wanderson dos Santos, disse que a empresa vai se adequar às normas exigidas pela Vigilância Sanitária para que continue a beneficiar e empacotar o arroz.

Itaqui – Os parlamentares se depararam com um quadro de negligência grave por parte dos órgãos federais (Anvisa e Ministério da Agricultura), que deveriam fazer a fiscalização do arroz no Porto do Itaqui. O arroz, descascado e a granel, é retirado dos navios por meio de equipamentos sujos de óleo e jogado, sem qualquer proteção, sobre caçambas que também são utilizadas para o transporte de areia.

O presidente interino da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), Antonio Carlos Lago, responsável pelo Porto do Itaqui, disse que o órgão não tem qualquer responsabilidade de fiscalizar os produtos que chegam de navios. “Nós apenas alugamos os nossos berços. Toda a parte de fiscalização alfandegária e de Vigilância Sanitária é feita pelos órgãos federais instalados no porto”, declarou.

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