Aquecimento globalTocado, como muita gente hoje em dia, pelas emoções que acompanham as questões ecológicas fundamentais da humanidade, o líder do Governo na Assembléia, deputado Edivaldo Holanda, trouxe ao legislativo maranhense a discussão sobre o aquecimento global. “A irresponsabilidade do homem vem destruindo sua própria casa”, ele disse, responsabilizando a todos e cada um pelo que está acontecendo com o planeta.
À devastação da Amazônia, tema inevitável da Campanha da Fraternidade este ano, juntou o aquecimento da terra e a posição do Brasil entre os países que estão contribuindo para o efeito estufa, além da ação criminosa de madeireiros abrindo 170 Km de estradas vicinais clandestinas utilizadas para o transporte de reservas naturais. O líder quer estes crimes na lista dos crimes hediondos por ver neles um procedimento de autofagia e destruição do homem pelo próprio homem.
Tal iniciativa nos motivou a rever um texto do dr. Tom J. Chalko, MSC, PHD – Chefe da Divisão de Geofísica e Pesquisa Científica de Melbourne, Austrália, datado de 28 de abril de 2001.
Conforme o texto, as preocupações com o aquecimento global voltam-se, agora, para o núcleo interior do planeta que mediria 1220 Km de raio e nunca poderia ter sido menor nem mais leve do que é hoje. Chalko ensina que todo calor dentro da terra seria de origem radioativa ou, em outras palavras, a terra em seu todo pode ser considerada um reator nuclear alimentado por fissão espontânea de vários isótopos no super pesado núcleo central, assim como seus produtos em decomposição no manto e na crosta.
A vida na terra só é possível por causa do eficiente esfriamento desse reator – um processo controlado principalmente pela atmosfera. Atualmente esse esfriamento é responsável por um bom equilíbrio térmico entre o calor do núcleo reator, o calor do sol e a radiação do calor no espaço, de modo que a temperatura média da terra se mantém em 13 graus centígrados. O perigo está exatamente na possibilidade de derretimento do núcleo interior devido à reduzida capacidade de esfriamento da atmosfera que capta progressivamente mais calor solar devido ao efeito estufa. A mais séria conseqüência de tal derretimento poderia ser a flutuação da gravidade, baseada na segregação de isótopos instáveis no núcleo interior fundido. Tal segregação pode “enriquecer” o combustível nuclear no núcleo a ponto de criar condições para uma reação em cadeia e uma gigantesca explosão atômica. Se ocorrer, a Terra pode se tornar outro “cinto de asteróides” no sistema solar.
O cientista acha que o processo de superaquecimento do reator nuclear do planeta já começou, pois os oceanos polares estão mais aquecidos e as calotas polares começaram a derreter.
E ele conclui com uma dessas idéias próprias do cinema catástrofe: “não seremos a primeira “civilização” a ser varrida da face da terra. Seremos a última”?
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