Por Michel Lent Schwartzman
Ser famoso no futuro vai ser tão comum, que viraremos todos anônimos
Câmera digital no celular, postando diretamente no blog. Celebridade instantânea no Orkut, milhares de visitas no flog todos os dias. Banda independente lançando trabalho em MP3 só na internet, para seu grupo de fãs. Jornalismo verdade feito por cidadãos comuns, que captam a notícia na hora que acontece, simplesmente porque passavam por ali e tinham a ferramenta.
Katilce ou o Tapa na Pantera podem fazer tanto sucesso quanto a Cicarelli namorando na praia. Tá, tudo bem. Tanto sucesso também não, mas dá pra viver momentos de fama bacana. Falando em sexo, quem conhecia Paris Hilton antes do seu vídeo transando com o namorado ‘vazar’ na internet? A moça hoje vende de tudo, até disco cantando.
Estamos na era da informação digital, onde qualquer um cria, produz e publica. As celebridades dos veículos de massa (música, TV e cinema), agora concorrem diretamente com os famosos da internet e, pra quem vive mergulhado em todas essas coisas, começa a não faz mas diferença.
Daqui a mais uns anos (quantos? sei lá, logo logo) a gente vai ver TV na internet, internet na TV, cinema no computador, no iPod. Vai estar em todo lado. Vamos ter conteúdo nas telas (pequenas, médias, grandes, gigantes) e o que vai aparecer lá é a gente quem vai resolver.
A fábrica de sucesso de celebridades, ‘popstars’ não vai ser mais a gravadora, a TV, o estúdio de cinema. Vai ser o conteúdo disponível nessa grande Rede que vai estar em todas as telas e quem vai resolver o que é legal e o que é sucesso, somos nós mesmos.
Então vai bastar colocar aquela idéia maluca em prática, gravar o som com a banda, produzir a trilha, o filme, o game e jogar na rede pra virarmos (ou não) todos estrelas, celebridades, ‘popstars’ do nosso pequeno (grande) grupo de amigos, família, fãs.
No futuro, todos seremos celebridades. Ou 6 bilhões de anônimos famosos. :)