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O Maranhão já está dividido
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O Maranhão já está dividido

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Data de Publicação: 1 de abril de 2007
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Por Zé Cuxá

Desde que o senador Edison Lobão tirou da cartola ou do seu baú de projetos o tão badalado Plebiscito do Maranhão do Sul, que os amantes das letras têm se desdobrado em gastar os seus vocabulários para defender, criticar ou tentar explicar esse polêmico parto, a meu ver, órfão de pai e mãe.

Em artigo anterior, dias antes de o senado aprovar a pauta, e a exemplo de todos que já discorreram sobre o tema, botei lenha na fogueira e fiz a minha opção: SOU A FAVOR DA CRIAÇÃO DO MARANHÃO DO SUL!

Assim mesmo, em caixa alta para justificar o meu desalento com o tratamento e a discriminação que sofrem as demais regiões do estado em relação à distribuição de verbas e obras do governo. Tudo culpa da política e dos políticos. De quem mais?

Comparem, caros leitores, pesquisem a distribuição de benefícios: O sul está provido de rodovias, ferrovias, energia elétrica abundante, fábricas, agro-negócio, forte comércio e uma gente que ignora a nossa capital São Luís, porque não precisa dos nossos hospitais, nem do comércio, desconhece a cultura que fervilha nessas bandas de cá, preferindo resolver os seus problemas com os estados de fronteira, tanto pela proximidade, assim como pelo (quase ódio) à finada Oligarquia Sarney. Lembram da votação de Imperatriz? Foi a senha que faltava para que, além dos políticos interessados, a população, também, mostrasse o descontentamento com o tratamento dos governos àquelas plagas.

Não estou afirmando que estão chorando de barriga cheia, mas vamos comparar a uma outra região – neste caso, estou explicitamente puxando a sardinha para a minha lata – a Baixada Maranhense.

Nenhuma fábrica conhecida, nenhum hospital de referência, péssimas estradas, nada de centros formadores de mão-de-obra e latifúndios a perder de vista com buracos de lama para acolher búfalos - os mais terríveis predadores da região.

É pura xenofobia ou miopia achar que os “irmãos” vão se separar. Nenhum cidadão vai deixar de ser maranhense por uma simples nomenclatura de Sul ou Norte. A questão fundamental é tirar o Maranhão do atraso. Se um governo só não tem competência para isso, que se dividam as atribuições dos poderes constituídos, pois enquanto houver miséria, haverá “currais eleitorais” alimentados por migalhas pelos espertalhões da política.

Agora, estou aguardando que eles (os políticos) mostrem suas caras, que assumam suas posições e declarem (amor?) pelos anseios do povo, seja do Sul, seja do Norte.

Quem viaja pelo estado, com certeza já comprovou as diferenças de infra-estrutura, de riquezas camufladas e outras ostentadas pela exposição material sem nenhum remorso pelos novos ricos.

Vendo tudo isso é impossível não afirmar que não estamos segregados. Só falta o sim dos interessados e a canetada final da “Princesa Isabel” que vai ficar na história por essa “abolição” territorial que pode significar dias melhores ou a criação de novos “quilombos”. Só que não de negros fugitivos e sim de novos miseráveis. Aí tem que aparecer um novo “Zumbi dos Palmares”.

Leia mais em www.zecuxa.blogspot.com

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