Sete crianças estão internadas com dengue hemorrágica em São LuísPor José Linhares Jr.
A diretoria do Hospital Universitário Materno Infantil confirmou ontem, 19, que o seu setor de infectologia possui sete crianças internadas com dengue hemorrágica. Desde o início do ano, já foram registrados cerca de trinta casos da doença. Até agora o número de casos de dengue de tipo clássico também aumentou, foram 180 pessoas infectadas.
Os sete casos de dengue hemorrágica em crianças foram confirmados no período de apenas uma semana no Maranhão. De acordo com boletim do Hospital Materno Infantil, das sete novas ocorrências da doença, apenas duas não são provenientes da Grande São Luís.
Em São Luís, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a maior incidência de pessoas com dengue está na área de abrangência dos bairros Coroadinho, Centro, São Francisco, Itaqui-Bacanga, Bequimão e Vinhais. As crianças internadas no Materno Infantil são do Sacavém, Raposa, Ribamar, Vila Barroso, Geniparama, Primeira Cruz e Nova Olinda.
A Prefeitura continua trabalhando intensamente na monitoração, busca e notificação de casos, bem como no oferecimento de atenção médica aos infectados. “No momento atual as ações das equipes municipais estão concentradas na inspeção dos imóveis, com eliminação de criadouros, tratamento dos depósitos onde são encontradas larvas do mosquito, orientando o morador quanto às medidas preventivas e sinais e sintomas da doença”, disse o coordenador municipal do Programa de Combate à Dengue, Pedro Tavares.
Outras medidas de controle também estão sendo adotadas como o bloqueio químico, monitoramento quinzenal, através da inspeção e tratamento químico dos pontos estratégicos (locais onde se concentram criadouros como, por exemplo, borracharias, ferro-velho, depósitos de materiais de construção, etc.).
Na última semana a Secretaria Municipal de Saúde realizou um mutirão que inspecionou todos os bairros de São Luís. Augusta Freire, que trabalha no cemitério Parque da Saudade, no Vinhais, afirmou que a prática já é natural. “Geralmente as visitas dos agentes de saúde aumenta nesta época do ano. Mesmo porque aqui os visitantes deixam muitos vasos e outros recipientes que acumulam água facilmente”, explicou.
Maria dos Remédios Santos da Silva, funcionária do Cemitério do São Cristóvão, também falou das políticas de combate à dengue. “Aqui no cemitério os agentes da Prefeitura já passaram fazendo inspeção e orientando sobre o combate. Mesmo assim, acho que uma atenção especial deveria ser dada às renovadoras de pneus do bairro, que são muitas”, sugeriu.
Pedro Tavares disse que “a importância da participação popular aumenta ainda mais nessa fase do combate à dengue”, ressaltando a necessidade de remover ou destruir os depósitos que contenham água limpa que não seja usada para consumo humano, de forma que se tornem incapazes de permitir a reprodução do vetor. Além disso, a recomendação é para que os depósitos de água usada para o consumo humano sejam hermeticamente fechados. “Com apenas esses dois cuidados a população já estará contribuindo enormemente para o combate e o controle da doença”, ressaltou.
Os sintomas da dengue são os seguintes: febre alta, dor nos olhos, no corpo, nas articulações, manchas avermelhadas, náuseas e vômitos. Quando ocorrer febre acompanhada de mais dois dos sintomas descritos a recomendação é que se procure imediatamente uma Unidade de Saúde para diagnóstico, tratamento e notificação dos casos.
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