Mapas de Aptidão AgrícolaJá há algum tempo foram criados sistemas de informações geográficas para obtenção de mapas de aptidão agrícola e de taxa de adequação de uso da terra, inclusive para estabelecer a evolução do panorama agropecuário de muitas regiões.
Trata-se de um trabalho que busca organizar a utilização e o manejo dos recursos naturais dessas regiões, algumas delas sacrificadas pelo predomínio da pecuária extensiva (caso dos búfalos da Baixada) ou pela elevada concentração da propriedade da terra. Sem contar o êxodo rural e as grandes dificuldades enfrentadas pelos pequenos produtores que não conseguem reverter o quadro econômico social e ambiental da agropecuária.
Ontem, o deputado Penaldon Jorge leu da tribuna da Assembléia, convite enviado ao presidente João Evangelista para participar de uma explanação sobre os resultados finais dos Mapas de Aptidão Agrícola do Estado do Maranhão que integram o Zoneamento Econômico e Ecológico do Estado do Maranhão.
O convite foi enviado pelos presidentes da Fiema (Federação das Indústrias do Estado do Maranhão), Jorge Mendes, e pelo presidente do Sifema, Cláudio Azevedo. O trabalho de Zoneamento foi encomendado pelas indústrias siderúrgicas de ferro-gusa que formam o Pólo Maranhense ( Cosima, Fergumar, Gusa Nordeste, Margusa, Simasa, Pindaré e Viena). Os resultados foram disponibilizados para o Governo.
Conforme o documento lido por Penaldon Jorge, o trabalho, coordenado pelo Chefe da Embrapa, Dr. Evaristo Eduardo Miranda, utilizou 40 satélites, além de trabalhos de campo e produziu 12 mil mapas que abordam desde a vegetação, relevo e declividade a aptidões agrícolas de cada região maranhense.
O governador Jackson Lago já falava, durante a campanha, na identificação do potencial, vocações e restrições de cada região. Com esses mapas vai ser possível propor estratégias de desenvolvimento compatíveis com as necessidades reais dessas áreas. O documento mostra, por exemplo, que o bioma amazônico ocupa 80% do estado, dos quais apenas 20% podem ser utilizáveis para atividades produtivas. No bioma dos Cerrados é exigida uma reserva florestal de 50%. Significa que dos 265 mil quilômetros de área de Amazônia Legal no Maranhão, apenas 37% ou 97 mil km são utilizáveis economicamente. Os outros 64%, ou 168 mil km são ou deveriam ser florestas e cerrados, uma área maior que o Ceará ou o Acre. O zoneamento ecológico e econômico poderá corrigir essas distorções entre a realidade social e as leis.
No caso do Maranhão, a constância de ações predatórias, (extração ilegal de madeira, por exemplo) pode exaurir recursos naturais gerando problemas graves como a degradação do solo e o assoreamento dos cursos d’água. Sem contar o tempo em que foi vítima do desmonte do Sistema de Agricultura, uma insanidade do governo Roseana Sarney.
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