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Cartas ao Dr. Pêta

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Data de Publicação: 7 de fevereiro de 2007
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(drpeta@box.elo.com.br)

Ilustre Dr. Pêta,

“Nesse momento de “mudança’’ no Cogresso Nacional, os congressistas, salvo melhor entendimento, devem pautar-se por uma linha de conduta. Finalmente é uma minoria que representa uma maioria de milhões com necessidades e carências. Assim, com a devida vênia dos estudiosos, registramos um rol que vamos denominá-lo de características dos congressistas: honestidade, assiduidade, espírito público, preparo intelectual, transparência, fidelidade, senso crítico e ético, ter ideologia, humildade (entender que o congressista não é o dono da representação e sim o povo) e nunca esquecer que continuam seres humanos.

Admitimos que mais de dois terços dos componentes do Congresso têm todas estas características. No entanto. só o tempo, “ o senhor da razão’’, as confirmará”

Eduardo Barroso Filho

Email: emebfi@ig.com.br

Caro Dr. Pêta:

“Como acontece todos os anos durante a estação chuvosa, parte de um sobrado da Rua do Egito desabou e uma casa da rua Isaac Martins corre o risco de desabar a qualquer momento, por causa das chuvas do último fim-de-semana.

Não creio que seja correto apenas notificar os proprietários desses imóveis, para que eles os reformem, como o IPHAN costuma fazer, pois muitos proprietários já tentaram vender esses sobrados, com preços até abaixo do valor de mercado, e não conseguiram, justamente por causa das restrições e obrigações que o tombamento dessas casas acarreta para seus proprietários.

O fato é que interessa para a cidade, como um todo, que referidos imóveis sejam bem conservados. Deve-se então procurar estabelecer uma espécie de “parceria público-privada” para a conservação dos sobrados do centro histórico, tornando-se os custos desses reparos menos onerosos para os proprietários.

É aquela velha história; reprimir, criticar e condenar os proprietários, tão somente, não funciona. É preciso dar algum estímulo a eles, para que desfaçam a impressão de que seus sobrados são “micos” que devem ser abandonados e destruídos.

Não sei ao certo que medida de estímulo poderia ser adotada, mas tenho certeza de que, se nada for feito nesse sentido, continuaremos a ver casarões desabando a cada nova chuva.

Atenciosamente,

Abimael Ferracinni.”

e-mail: abe.fer@bol.com.br

Nota do editor – As cartas e e-mails endereçados ao JP e ao Dr. Pêta devem conter nome, endereço e o telefone dos respectivos autores.

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