Obras começam nesta segunda-feira
O Consórcio Estreito Energia - Ceste, concessionário da Usina Hidrelétrica Estreito, iniciará as obras do empreendimento hoje, nos municípios de Estreito, no Maranhão, e Palmeiras do Tocantins e Aguiarnópolis, no Tocantins. Inicialmente será preparado o local onde será instalado o canteiro de obras, compreendendo a construção de acessos internos, alojamento para mil pessoas, refeitório, área de lazer e escritórios, além de serviços de terraplanagem, supressão de vegetação, sistema de abastecimento de água e construção do aterro sanitário.

Esta etapa das obras está planejada para durar três meses e envolverá uma equipe de aproximadamente 100 profissionais, incluindo engenheiros, técnicos e operários. Todo o trabalho será acompanhado por biólogos, arqueólogos e veterinários da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária - Embrapa, da Fundação Universidade do Tocantins (Unitins) e da Universidade Católica de Goiás - UCG, para assegurar que sejam tomados todos os cuidados para a preservação da fauna, flora e arqueologia da região.
Com uma área de 1.300 hectares, o canteiro de obras é o local onde se concentrarão os serviços de construção da Usina Hidrelétrica Estreito, cuja duração será de três anos. A previsão é que o enchimento do reservatório seja iniciado em julho de 2010 e em setembro do mesmo ano comece a operar a primeira das oito turbinas geradoras. A hidrelétrica deverá estar em pleno funcionando em junho de 2011. No pico das obras, no ano de 2009, estima-se que serão gerados cerca de 22 mil empregos, entre diretos e indiretos, em sua grande maioria absorvidos pela mão de obra dos municípios de abrangência do empreendimento, uma vez que o CESTE dará prioridade de contratação da mão-de-obra local.

O projeto da Usina Hidrelétrica Estreito está orçado em R$ 3 bilhões, com capacidade para gerar 1.087 megawatts de energia, sendo, portanto, o maior projeto de geração de energia elétrica em curso no Brasil. Além dos três municípios onde será instalado o canteiro de obras, o projeto abrange Carolina, no Maranhão, e Babaçulândia, Barra do Ouro, Darcinópolis, Filadélfia, Goiatins, Itapiratins, Palmeirante e Tupiratins no estado do Tocantins. Na cidade de Estreito (MA) ficarão as instalações destinadas à produção de energia elétrica (casa de máquinas).
Mão-de-obra local – Para aumentar as chances de contratação de mão-de-obra local e elevar o nível de qualificação dos moradores, o CESTE em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) está oferecendo cursos técnicos profissionalizantes de Armador de Ferragens, Carpinteiro de Forma, Pedreiro de Alvenaria, Instalador de Água e Esgoto, Eletricista Predial, Pintor de Obras, Soldador, Informática, Carpinteiro de Madeiramento e Secretariado. O programa inclui treinamentos teóricos e práticos e foi adaptado para atender o público específico da região onde será instalada a Hidrelétrica Estreito e as demandas da construção do empreendimento. Na semana passada a iniciativa formou 142 novos profissionais no estado do Tocantins. No Maranhão, os cursos de capacitação também já estão sendo ministrados.
Cadastramento – As empresas de engenharia interessadas em prestar serviços ao CESTE deverão se cadastrar diretamente no site da empresa Andrade & Canellas (www. andradecanellas. com.br).
Turbinas - O Consórcio Estreito assinou na última quinta-feira, dia 1º de fevereiro, o contrato de fornecimento e montagem de equipamentos com as empresas Voith-Siemens e Alstom para implantação da Usina Hidrelétrica Estreito, um dos principais projetos do PAC – Plano de Aceleração do Crescimento recentemente anunciado pelo governo brasileiro. A hidrelétrica, localizada entre os estados do Tocantins e Maranhão, terá 1.087 MW de capacidade instalada.
Nesta semana, a OAS Engenharia iniciou o trabalho preliminar de preparação do canteiro da obra. O objetivo do CESTE é iniciar a construção da hidrelétrica ainda este ano. “Estamos ainda em fase inicial da implantação da usina. Estamos decidindo qual será a construtora responsável pelas obras civis”, diz o presidente do Ceste, Victor-Frank Paranhos. O executivo informa que a empresa responsável pela construção da usina deverá usar, prioritariamente, a mão-de-obra local.