ASMAA asma é uma doença inflamatória crônica de expressão clínica variável, que afeta milhões de pessoas em todo mundo, independente do nível de desenvolvimento econômico, social e cultural, causando inúmeros prejuízos, constituindo assim um importante problema de saúde pública no nosso meio. Apesar dos avanços científicos sobre sua fisiopatologia e da terapêutica específica, a prevalência da asma e sua mortalidade permanecem em ascensão na maioria dos países.
Segundo o Global Initiative for Asthma-2002 (GINA), cerca de 5 a 10 % da população mundial tem asma, destes 1/3 têm idade inferior a 18 anos. Metade de todos os casos começa a apresentar sintomas antes dos cinco anos de idade e 25 % após 40 anos. Anualmente, nos EUA, cerca de 2,2 milhões de visitas ambulatoriais, são feitas em crianças para tratamento da asma.
No Brasil, segundo o Ministério da Saúde, os números são alarmantes, chegando atingir 10% da população geral, sendo responsável anualmente, por cerca de 350.000 internações, constituindo-se na quarta causa de hospitalizações pelo SUS e sendo a terceira causa entre crianças e adultos jovens. Com um custo anual de 200 milhões de reais.
Os principais motivos são a falta de informações e de tratamento continuado. O doente precisa se conscientizar que existem recursos eficazes para tratamento capaz de melhorar a sua qualidade de vida. As famílias precisam ser informadas das causas e possibilidades de controle da doença. No entanto, a mortalidade pela asma infantil é considerada rara, embora a morbidade seja considerável, produzindo, na maioria das vezes, perda dos dias letivos.
A asma é uma doença cercada de mitos e preconceitos, idéias preestabelecidas a seu respeito e de seu tratamento, leva os pacientes à procura constante de tratamentos alternativos e milagrosos para sua “cura”. Por ser uma doença multifatorial, com apresentação clínica muitas vezes com características individualizadas, exige que seu tratamento assuma um caráter de controle, manutenção e prevenção.
Segundo o GINA, o controle ideal da asma está fundamentado em quatro pontos: avaliação e monitorização, controle dos fatores que contribuem para a gravidade da asma, farmacoterapia e educação do paciente. Os programas de educação em asma já foram utilizados nos países do primeiro mundo com resultados alentadores. No Brasil, alguns estudos sobre a eficácia de programas de educação também já foram publicados, tanto em crianças como em adultos. Com a ajuda destes programas, foi possível conseguir uma excelente taxa de adesão dos pacientes ao tratamento e quase todos aprenderam como e quando usar cada medicamento corretamente. Ambos mostraram uma excelente melhora no controle da asma e da qualidade de vida.
Maria do Rosário da Silva Ramos Costa professora doutora em Pneumologia p/UNIFESP, Chefe do Departamento de Medicina I da UFMA, presidente da Associação Maranhense de Pneumologia e Cirurgia Torácica.
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