O governador Jackson Lago reuniu-se, no início da tarde desta segunda-feira, 12, no Salão de Atos do Palácio dos Leões, com empresários do Pólo Gesseiro de Grajaú, onde definiu um grupo de trabalho para elaborar o projeto visando a implantação do Distrito Industrial do Gesso. O governo do Estado será parceiro na instalação do empreendimento, que tem como meta gerar renda, além de quatro mil empregos diretos e 22.500 indiretos.

Para o secretário Júlio Noronha, que coordenou a reunião com os empresários, com a instalação do Distrito, o Estado vai prosperar, pois só existem dois pólos gesseiros para abastecer o país: o do Maranhão e o de Araripe, em Pernambuco. “O primeiro passo para esse avanço foi dado nesta reunião. Nossa intenção é fomentar essa atividade industrial para gerar mais renda e emprego”, destacou.
Da reunião com os empresários do gesso participaram ainda o secretário-chefe de gabinete, Luiz Pedro, o prefeito de Grajaú, Mercial Arruda, os deputados Carlos Brandão (PSDB-MA) e Arnaldo Melo (PSDB), os presidentes da Associação Comercial do Maranhão (ACM) e da Federação das Indústrias (Fiema), Zeca Belo e Jorge Mendes respectivamente, o empresário, Edson Lobão Filho, o representante da Federação do Comércio, José Arteiro, e o presidente do Sindicato das Indústrias de Gesso (Sindgesso), Carlos Araújo. Durante mais de duas horas, eles discutiram a instalação do Distrito Industrial.
No encontro, Edison Lobão Filho assumiu o compromisso de doar ao Estado um terreno, de propriedade de sua família, para a instalação do Distrito Indutrial. O espaço de 6.000 m² está localizado a 8km da sede de Grajaú, onde hoje se encontra o pólo gesseiro, o que resolveria o problema de poluição da área urbana.
Pólo Gesseiro - Apenas os estados de Pernambuco e do Maranhão suprem o mercado do gesso no Brasil. Atualmente, o pólo maranhense reúne 55 empresas com uma produção anual de 250 mil toneladas. Segundo o presidente do Sindgesso, Carlos Araújo, a meta, com a instalação do Distrito, é chegar a um milhão de toneladas para se aproximar do Pólo de Araripe (PE), que, no ano passado, chegou a cinco milhões e oitocentas mil toneladas.
Os empresários disseram na reunião que, para a instalação do Distrito, serão necessários uma subestação de energia de 13,8 megas, trabalhos de arruamento, poço artesiano, telefonia, vias de escoamento, num investimento inicial de R$ 1 milhão. Além disso, eles sugeriram uma política de incentivo fiscal e um programa de qualificação de mão-de-obra.
A posição geográfica do Pólo Gesseiro do Maranhão, na cidade de Grajaú, é privilegiada pela proximidade com o município de Porto Franco, por onde a produção pode escoar através das estradas Belém-Brasília e da Ferrovia Norte e Sul. Esta última se interliga à Estrada de Ferro Carajás e viabiliza o acesso ferroviário ao Porto do Itaqui, em São Luís. O gesso maranhense já está sendo exportado para Estados de grandes projetos urbanos, indústrias de transformação e programas agrícolas.
“A facilidade de escoamento pelo Porto do Itaqui, em São Luís, colabora muito para viabilizar as exportações de gesso para o mercado internacional, favorecendo ainda mais os empreendimentos do Pólo Gesseiro maranhense”, disse Carlos Araújo. As principais ocorrências de jazidas de gipsita, matéria-prima do gesso, no Maranhão, estão localizadas no município de Grajaú, a cerca de 20 km da cidade.