Salvador (Folhapress) - Uma das principais estrelas da festa dos 27 anos do PT em Salvador, o governador da Bahia, Jaques Wagner, “rodou a baiana’’ e não participou do “Parabéns a Você’’ ao partido entoado no sábado à noite em um hotel da cidade.
Wagner seria o principal nome do evento que lançou o 3º Congresso Nacional do PT, a ser realizado em julho. Mas quando chegou ao hotel Othon, por volta das 19h20, a mesa diretora já estava montada por dirigentes da sigla.
O governador chegou a abrir a porta do salão, mas, ao se deparar com o evento já em curso, saiu irritado, reclamando com assessores.
O mestre-de-cerimônias anunciou sua presença: “O nosso governador Jaques Wagner está no hotel, o vi abrindo a porta.’’ Mas a cadeira destinada a ele permaneceu vazia. Ao perceberem o problema, alguns petistas tentaram demovê-lo de deixar o local. Sem sucesso. O desconforto perdurou até o fim da cerimônia, na qual a vitória de Wagner foi festejada ao menos três vezes.
Segundo assessores, Wagner se atrasou por conta de um erro na programação do PT, que havia estimado o evento para 20h. A maratona petista na Bahia, iniciada na quinta à noite, marcou a volta de figuras envolvidas em escândalos ao convívio natural do partido.
Em Salvador, desfilaram o deputado José Guimarães (PT-CE), ex-chefe do petista preso com dólares na cueca em Congonhas, Paulo Rocha (PA), que renunciou para escapar da cassação, e José Dirceu, cassado pela Câmara.
A maior parte do grupo ficou hospedada no Othon, na praia de Ondina. As diárias variavam de R$ 150 a R$ 400. O jantar com o presidente Lula na sexta custou R$ 300 por pessoa. A direção do PT não quis revelar quem pagou as despesas.