POR OSWALDO VIVIANI
RADIOGRAFIA DA MISÉRIA
A face triste do estado, que muitos maranhenses ainda evitam encarar, foi exposta no caderno JP Realidade
Na edição do dia 25 de fevereiro deste ano, o Jornal Pequeno deu início a um projeto de fôlego: retratar, em cadernos especiais quinzenais, a situação da população dos municípios maranhenses apontados como os mais pobres do estado. A primeira cidade radiografada pelo JP Realidade Maranhense foi Centro do Guilherme (no noroeste do estado, a 452 km de São Luís), detentora do pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Maranhão e um dos mais baixos do país.

Dez meses, 12.242 quilômetros e 18 municípios depois, o JP tira o pé da estrada, acreditando que cumpriu seus principais objetivos: mostrar uma face do Maranhão que muitos maranhenses ainda evitam encarar e propor ao poder público a priorização do combate à fome (uma agenda que só é considerada negativa por aqueles que querem ver o estado eternamente ranqueado entre os mais miseráveis da federação).
Agora, tudo o que foi mostrado nas reportagens do JP Realidade Maranhense vai virar livro – a ser lançado em maio do próximo ano, no aniversário do JP. Além do relato das mazelas sociais que castigam as populações desses municípios – falta de tudo: esgotamento sanitário, abastecimento de água, coleta regular de lixo, emprego formal, estradas trafegáveis, assistência médica e escola dignas –, o livro trará informações atualizadas sobre os principais recursos federais que chegam às Prefeituras (FPM e Fundeb) e a situação das contas públicas dos gestores municipais.
Veja a seguir as capas dos 18 cadernos, que retrataram os municípios de Centro do Guilherme, Araioses, Belágua, São Roberto, Matões do Norte, Fernando Falcão, Governador Newton Bello, Brejo de Areia, Paulino Neves, Lagoa Grande do Maranhão, Apicum-Açu, Presidente Juscelino, Santana do Maranhão, Bom Jardim, Pedro do Rosário, Cachoeira Grande, Santo Amaro do Maranhão e São João do Caru.
Durante dez meses, a reportagem do Jornal Pequeno percorreu dezoito municípios maranhenses e radio-grafou as mazelas sociais que afligem suas populações e a insensibilidade das elites políticas rurais, que tratam com desmazelo os recursos públicos destinados a áreas importantes, como saúde e educação.
