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PolíticaMinistro garante que PF não será usada para atacar inimigos ou proteger aliados

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22 de dezembro de 2007
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O ministro da Justiça, Tarso Genro, disse que o governo não vai admitir que a Polícia Federal seja usada para atacar inimigos ou proteger os aliados e não vai regionalizar suas ações. Entre novembro e este mês, a PF fez diversas operações centralizadas na Bahia, Alagoas e Maranhão, envolvendo empresários e políticos, especialmente prefeitos e deputados. Alguns esquemas já duravam anos e chegaram a desviar mais de R$ 1 bilhão. Em Maceió, dois deputados foram presos por porte ilegal de armas, mas apenas um deles ficou detido. O outro foi liberado no mesmo dia.

“Esses grupos atuavam havia anos e não tinham recebido uma resposta do Estado brasileiro”, afirmou o ministro. Segundo ele, ainda este ano o governo pretende mostrar números que comprovam o aumento das operações de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro.

“Esta luta cresceu, atingindo um ponto de boa qualidade no Estado brasileiro, sem seletividade partidária, regional ou social”, diz. Ele não soube explicar as causas que levaram a Polícia Federal de Alagoas a soltar o deputado Antônio Albuquerque (PMDB), presidente da Assembléia Legislativa do estado. Ele foi preso por porte ilegal de armas durante a Operação Taturana, que desvendou um esquema de fraudes na folha de pagamento do legislativo local.

Ingerência – “Se souber de alguma ingerência política, tomo as providências imediatamente”, disse o ministro, acrescentando que não conhecia os detalhes do caso. Albuquerque estava com uma arma com a numeração raspada, mas não foi preso em flagrante, conforme determina a lei. Outro deputado, Cícero Ferro (DEM), também foi detido com várias armas, assim como o ex-governador do estado Manuel Gomes de Barros. “Não há hipótese de ingerências em inquéritos da Polícia Federal. Quando uma pessoa é presa, a prova contra ela já está feita”, disse o ministro.

A PF não deu explicações satisfatórias sobre o episódio, afirmando apenas que a decisão havia partido do delegado que comandou uma das buscas. No dia, o coordenador da Operação Taturana, Janderlyere Gomes de Lima, chegou a anunciar a prisão de Albuquerque mas teve que voltar atrás.

O parlamentar está respondendo inquérito por porte ilegal de armas e teve sua residência e gabinete vistoriados por policiais federais. Ele é suspeito de envolvimento no desvio de R$ 200 milhões em fraudes envolvendo laranjas e funcionários fantasmas na Assembléia Legislativa. Outros nove parlamentares foram indiciados pela PF, acusados de fazer parte do esquema.

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