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História e lendas

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Data de Publicação: 2 de dezembro de 2007
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Local onde fundadores se instalaram foi coberto pelas dunas

A cidade de Santo Amaro do Maranhão tem suas origens no século 17, quando um pequeno grupo de padres jesuítas portugueses, durante a chamada Reforma Pombalina, se instalou na parte oeste das terras do rio Alegre.

As fazendas Santo Inácio Alegre e Santo Agostinho foram as primeiras instalações a receber bois, cabras, ovelhas cavalos que os religiosos trouxeram para a cidade. Eles também teriam trazido, segundo se conta, uma grande quantidade de ouro.

O líder desta companhia – monsenhor Amaro – batizou a cidade com seu nome. O lugar exato onde a cidade foi fundada não existe mais. Foi totalmente coberto pelas dunas.

Contos fantásticos povoam o imaginário popular

Seguindo uma característica que marca quase todas as localidades situadas nos Lençóis Maranhenses, muitas histórias fantásticas povoam o imaginário popular de Santo Amaro do Maranhão.

De acordo com a professora Zélia Reis, atual coordenadora da Biblioteca Municipal Professora Maria Carvalho, que pretende lançar uma obra contando essas histórias ao mesmo tempo assustadoras e saborosas, uma das lendas mais difundidas no município é a da “porca dos olhos vermelhos”. Segundo Zélia, o alvo do animal aterrador são as crianças. Os pequeninos são “assombradas” pelo bicho sempre, claro, numa noite de sexta-feira, com lua cheia.

Outra história que arrepia e fascina os santamarenses é a do “Gritador”. As pessoas vão andando numa noite qualquer por uma estrada de areia e de repente escutam aquele grito lancinante. “É o ‘gritador’, que, por ter assasinado alguém, é obrigado a cumprir a penitência de carregar um pesado fardo – o corpo da vítima – por toda a eternidade. Quando o peso se faz insuportável, ele lança seus berros noite adentro”, conta Zélia Reis.

Não menos fantástica é a lenda da “mulher com uma troucha de roupas na cabeça”. Ela adora falar palavrões e às vezes aparece na companhia de uma criança. Quando isso acontece, alguém na comunidade “visitada” pela tal senhora vem a falecer.

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