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6 HORAS DE MARTÍRIO NA MA-318
Miséria é miséria em qualquer canto
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GENTE DO LUGAR
HISTÓRIA - Irmãos piauienses foram os primeiros a chegar à região
Ação de madeireiros ilegais é maior ameaça ao rio Caru
REALIDADE MARANHENSE - Traficantes espalham medo em povoados de São João do Caru

GENTE DO LUGAR

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Data de Publicação: 16 de dezembro de 2007
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REGINALDO MARTINS BRITO
O 2º sargento PM Brito desenvolve um trabalho heróico para combater o trafico de drogas em São João do Caru. Mesmo com contingente exíguo (4 homens), armamento limitado, sem viatura e trabalhando num espaço físico inadequado, o policial está não só conseguindo fazer apreensões e prisões importantes, mas também, e principalmente, levantando informações preciosas que – com um pouco mais de boa vontade e apoio dos responsáveis pela Segurança Cidadã do Maranhão – podem varrer das matas caruenses os traficantes que estão vislumbrando ali a possibilidade de implantar um novo “polígono da maconha”, nos moldes do pernambucano.

JOSÉ BELO DA SILVA
Dono do “Dormitório Beleza”, às margens do rio Caru, “Zé Belo” está em São João desde 1989. Apaixonado pela cidade, ele cobra o poder público: “Acho que já está mais do que na hora de olharem pra gente e acabarem com essa situação de quase isolamento que vivemos aqui, dependendo de uma estrada precária e de um rio que nem sempre oferece condições de navegação”.

FRANCISCO GOMES
Lavrador, Francisco tem 7 filhos. Mora no bairro “Sem-Terra” há pouco mais de dois meses, mas não gosta do lugar. “Aqui no ‘Sem-Terra’ não tem nada, moço. A energia elétrica, quando não cai a fase, é fraquinha, fraquinha; a bomba de água da sede não consegue trazer água pra cá; o trabalho que tem é só a roça, plantando milho, mandioca, feijão. Mas não dá pra sustentar a família só com roça. Acho que não vou ficar muito tempo aqui, não”.

RAIMUNDO MORAIS
Presidente da organização não governamental ECO (Ecologistas Caruenses Organizados), “Rai”, como é conhecido na cidade, desenvolve um trabalho importante, visando a preservação do rio Caru e do igarapé São João, dois referenciais do meio ambiente do município. O rio está ameaçado por madeireiros e agricultores inconseqüentes. Já o igarapé é maltratado pelos moradores da cidade. “Queremos preservar o que já temos e principalmente criar na população de São João do Caru uma consciência ambiental”, afirma “Rai”, que já colocou sob sua bandeira ecológica mais de 60 caruenses.

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