Por Aurelio Carvalho
Após a instalação das ensecadeiras e da troca da comporta da Barragem do Bacanga, a antiga comporta ainda não foi retirada do local – o que pode provocar erosão na área ao redor da barragem. De acordo com a assessoria de comunicação do governo, não há previsão para a remoção da comporta porque a Secretaria de Infra-estrutura do Estado estaria sem recursos para alocar um guindaste que pudesse realizar o trabalho.

Segundo Antonio Xavier, engenheiro de fiscalização preventiva do CREA/MA, pode acontecer erosão nas contenções dos arrimos, caso a peça não seja retirada e nem a manutenção adequada seja feita. “A função do CREA é registrar a obra. A fiscalização diz respeito a outros órgãos competentes. No início desta obra, nós fizemos a vistoria no local e encontramos uma série de problemas. O laudo foi encaminhado ao Governo do Estado. A partir, não tivemos mais responsabilidade sobre a obra. Então, o que eu estou falando em relação à erosão é algo baseado nos serviços de engenharia civil, que é minha área; e no quadro verificado na época. Se estiver havendo manutenção, é pouco provável que haja erosão. Mas para se ter um diagnóstico mais preciso, teríamos que envolver, tembém, as áreas de engenharia elétrica e mecânica”, explicou Antonio Xavier.
Barragem – Os trabalhos feitos na Barragem do Bacanga ficaram a cargo da Construção e Estrutura Metálica Ltda (CEM), que instalou seis stop log (ensecadeiras), tipo guilhotina, que tinham como objetivo controlar a entrada de água no local durante a troca da comporta. Com isso, milhares de pessoas dos bairros Sá Viana e Jambeiro não teriam mais suas casas invadidas pelas águas.
A nova estrutura de aço especial com alta resistência à corrosão, tem seis metros de largura, doze de comprimento e 15 toneladas.