A possibilidade de extinção da verba indenizatória de R$ 15 mil dos deputados e senadores fez ressurgir no Senado a discussão sobre aumentar para R$ 24.500 os salários dos parlamentares. O reajuste salarial seria uma alternativa para compensar a perda da verba, uma vez que os deputados e senadores argumentam que precisam de recursos específicos para gastos nos Estados.
Atualmente, o salário dos parlamentares é de R$ 16.512,09, enquanto o teto do funcionalismo público federal é de R$ 24.500 —o equivalente à remuneração dos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal). Estudo elaborado por técnicos do Senado mostra que, se a verba indenizatória for extinta, a Casa Legislativa terá uma economia de R$ 42 milhões —mesmo que os salários sejam elevados para o teto.
Na prática, com o aumento salarial, cada parlamentar passaria a receber quase R$ 8 mil a mais por mês. Como o valor da verba indenizatória é de R$ 15 mil por deputado e senador, técnicos do Senado argumentam que as Casas Legislativas economizariam pouco mais de R$ 7 mil por parlamentar.
A discussão sobre o fim da verba indenizatória ganhou força nesta quarta-feira, durante reunião da Mesa Diretora do Senado. O presidente interino da Casa, Tião Viana (PT-AC), disse que vai procurar o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), para discutir a possibilidade de extinção da verba.
Os senadores argumentam que, como há especulações sobre irregularidades nos gastos da verba, o melhor caminho seria extingui-la oficialmente —com a possibilidade de reajuste salarial dos deputados e senadores.
A verba indenizatória é utilizada pelos parlamentares para gastos nos Estados e pagamento de combustíveis, além de outras despesas como compra de material de escritório.