BARREIRINHAS
Uma audiência pública foi realizada na cidade de Barreirinhas, na semana passada, para discutir a atividade de Pesquisa Sísmica Marítima, no bloco MB-BAR-4, na bacia de 34 Barreirinhas, da Empresa Fugro Geosolutions. O encontro teve a presença do prefeito da cidade, Milton Dias Rocha Filho, representantes da Petrobras, Secretaria Estadual do Meio Ambiente e prefeitos dos municípios de Primeira Cruz, Humberto de Campos, Morros, Paulino Neves e Icatu.
A pesquisa de sísmica no mar tem a finalidade de estudar o sub-solo marinho para mapear suas camadas e indicar se nelas existem petróleo ou gás. As informações colhidas permitem conhecer os reservatórios, seu tamanho, bem como estimar quantidades para permitir ou não a exploração econômica das descobertas. Os trabalhos serão realizados na Bacia de Barreirinhas, no litoral maranhense, pela embarcação sísmica Geo Pacific.
O prefeito de Barreirinhas, Milton Dias, explicou que a audiência pública teve como finalidade discutir com a comunidade os impactos ambientais que o projeto vai trazer para a região. “A pesquisa terá duração de quatro meses e acredito que este é o momento de buscar projetos importantes como este para que possamos desenvolver o município”.
Para o vice-prefeito Edmilson Alves Souza, que também é pescador, a atividade de pesquisa não vai gerar benefícios para os moradores da cidade. “Este projeto não oferece emprego para a população. Eles pretendem somente explorar a região. Isto tem como conseqüência destruição, poluição e quem sofre sempre é a classe menos favorecida”. Ele também acredita que presidentes das colônias, federações e engenheiros de pesca deveriam ser ouvidos antes da instalação de um projeto deste porte. “Este projeto garante lucro para os empresários e prejuízos para os pescadores”, completou.
Antonio da Mata, prefeito de Paulino Neves, lembrou que a instalação do projeto cria uma expectativa muito grande de geração de empregos na região. “A nossa maior preocupação é saber os impactos ambientais que este projeto vai trazer, uma vez que vai explorar as bacias de petróleo na região pesqueira. O nosso grande desafio sempre foi preservar a natureza e não danifica-la”. Para o representante da cidade de Humberto de Campos, Luis Augusto, acredita que, se não houver impacto ambiental, o projeto de pesquisa pode contribuir para a geração de emprego para as pessoas da região. “A Petrobras e o Ibama comprometem-se a qualificar mão-de-obra local para trabalhar na exploração do gás”.