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Transferência de juíza adia julgamento de Gilvan Varão

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Data de Publicação: 6 de novembro de 2007
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Por Régina Santana

Caso Valdecy Rocha

Um despacho do juiz Francisco de Assis Sousa, titular da 3ª Vara Criminal da Comarca de Imperatriz – que responde temporariamente pela 5ª Vara Criminal – resultou na suspensão da 4ª etapa de reunião do Tribunal do Júri, agendada para o mês de novembro. A decisão foi motivada pela recente transferência da juíza Lúcia Helena Barros Heluy Silva (que era a titular da 5ª Vara Criminal) para a Comarca de Codó.

Família do advogado Valdecy Rocha protesta contra a suspensão do julgamento

Caso Valdecy Rocha – Entre os julgamentos previstos para essa última etapa de reunião do Tribunal do Júri em Imperatriz, estava o do ex-cabo da Polícia Militar do Maranhão, Gilvan Pereira Varão, 42, acusado de matar o advogado Valdecy Ferreira Rocha, de 52 anos, em 30 de novembro de 2005.

Indignação – A suspensão causou indignação na família do advogado, que aguardava ansiosa o julgamento do ex-PM. “Eu vou pessoalmente ao Tribunal de Justiça do Estado Maranhão saber por que esse julgamento está sendo tão protelado”, revelou o sindicalista Genner Marinho, sobrinho da vítima.

“Na avaliação da família, isso tudo é para ganhar tempo até que o crime caia no esquecimento. Nós entendemos que se um juiz é transferido, seu substituto tem que dar prosseguimento à pauta estabelecida. Uma simples transferência não deveria ser motivo para mudar toda uma programação feita pelo Tribunal de Justiça”, desabafou.

Genner Marinho também reclamou da demora na pronúncia da viúva Irani Vieira Rocha e Alexandre Moura (acusados de mandar matar o advogado Valdecy Rocha). “Essa demora gera aflição em toda família, que luta por justiça há praticamente dois anos. Será que ninguém vê isso? A quem interessa a impunidade?”, indagou revoltado o sindicalista.

Condenado – No final do mês passado, Gilvan Pereira Varão foi condenado a 25 anos e meio de prisão, pelo assassinato do mecânico “Zé Pretinho”, crime ocorrido em dezembro de 1993. “Esse elemento é perigoso e não pode ficar impune. Pedimos mais atenção das autoridades para essa questão e para muitos outros crimes, que continuam sem respostas em nossa cidade”, finalizou Genner Marinho.

Além de Gilvan Pereira Varão, que seria julgado no dia 27 de novembro, constava na pauta da 4ª etapa os julgamentos de Jocean Soares Dantas, Romualdo Bonfim Cardoso e Jessuir Miranda de Sousa. O ex-cabo da PM vai permanecer na Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) até que seja definida nova data para o julgamento.

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