Por unanimidade dos votos dos associados que se recadastraram em tempo hábil, participantes do pleito, domingo, foi eleita a nova diretoria da Sociedade Folclórica e Cultural do Boi da Madre de Deus. Com esta preferência comunitária, o comando do secular Boi da Madre deus ficou assim constituído: presidente Herbert de Jesus Santos (Betinho), vice-presidente (Boaventura Carvalho Menezes-Camarão), 1.° tesoureiro (Pedro Batista Ferreira dos Santos-Pedro Cego), 2.° tesoureiro (Expedito José Ferreira Lemos), 1.° secretário (Marcos Antônio Silva Assunção-Tontonho) e 2.ª secretária (Ângela Maria Carvalho); membros efetivos do conselho fiscal: Raimundo Penha Santos-Seu Doca (presidente), José Marinho Garcês-Marechal e Naílze Reis; suplentes: Demóstenes Pereira (Dedé), Edvaldo dos Santos Nogueira (Esnog) e Maria do Socorro Silva (Patativa).

Para anunciar o resultado da aguardada votação, no JP Turismo, o presidente Herbert (jornalista, escritor e folclorista) esteve acompanhado dos dirigentes Pedro Cego, Arlindo da Silva(Siri) e Antônio Félix Moreira (Bruxelas), este que pediu o apoio do diretor-geral do suplemento cultural, Gutemberg Bogea, para o resgate do que foi o batalhão mais prestigiado da Ilha e que sentiu muito sua decadência nos últimos anos, saindo no São João passado fraco e pequeno, com poucos brincantes e instrumentos, sendo alvo de choro, vaia e rejeição nos arraiais juninos, conforme toda São Luís presenciou com tristeza.
Recomeçar do zero – Siri e Bruxelas, que, com Bazílio Amaral Santos (Calça Curta), atuarão na diretoria de patrimônio, já detectaram que será preciso muito trabalho, além da restauração da sede, para guarnecer o batalhão do Boi da Madre Deus com pandeiros, roupas de pena e de fitas, pois materiais importantes para formar o centenário grupo foram se deteriorando ou sumiram. Para Herbert, todavia, a luta principal vai ser resgatar pandeireiros, matraqueiros, caboclos de pena, de fita, vaqueiros e índias que, descontentes com o rumo tomado por equívocos administrativos, saíram das fileiras ou foram fortalecer outros bumba-bois de matracas. “Estamos reunindo para traçar planos com objetivo de trazer de volta centenas de companheiros nossos, que já perceberam a mudança que vamos operar no famoso conjunto folclórico, inclusive com projetos sociais, como a Creche Cultural Cantador Marciano Passos, que beneficiará crianças do bairro com educação dirigida, noções de higiene e civismo, lanche, oficinas para aprender com maiores confecção de instrumentos e indumentárias e a gostar do nosso boi de matraca e levá-lo através dos tempos”! – ressaltou Herbert. “ O Boi da Madre de Deus é uma referência quanto um dos maiores patrimônios da cultura maranhense, datado do século dezenove, conforme pesquisa em jornais da época, na Biblioteca Pública Benedito Leite, e assim merece todo o nosso respeito e cuidado”! – o presidente ressaltou.
Hora de guarnecer – Com a reforma que está sendo feita no estatuto da entidade associativa, a ser submetida à apreciação de assembléia-geral, em breve, serão criadas as seguintes diretorias de departamentos e assessorias em apoio à diretoria executiva: conselho consultivo com 10 membros; sede e patrimônio, seis membros, transporte, oito membros, projetos sócio-culturais, com quatro membros, assessoria jurídica, três membros, e de comunicação, dois membros. “A nossa guarnição levantará o glorioso Boi da Madre de Deus agora também com promoções de bem-estar coletivo, além de brincar o São João, em junho!” – Herbert acrescentou.