Rio de Janeiro - A Operação Fênix, realizada ontem pela Polícia Federal, prendeu 11 pessoas suspeitas de ligação a uma quadrilha de tráfico de drogas, que seria controlada por Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar. Dentre os 11 presos, estão a mulher de Fernandinho Beira-Mar, Jaqueline Alcântara Morais, o irmão dela, Ronaldo, e dois advogados do traficante. Jaqueline é acusada de dar apoio logístico à quadrilha enquanto o traficante está preso, se tornando seu “braço-direito”.
O delegado da coordenadoria especial de Fronteiras da Polícia Federal, Vagner Mesquita de Oliveira, informou que a irmã de Beira-Mar, Déborah, está sendo procurada. Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Federal, Fernandinho Beira-Mar comandava a organização criminosa de dentro do Presídio Federal de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul, onde está preso desde julho. A quadrilha tinha influência nacional e internacional.
De acordo com a polícia, foram apreendidos US$ 50 mil, além de jóias, computadores e cofres, que ainda estão sendo abertos. Durante um ano e meio de investigações, outras 19 pessoas foram presas, apreendidos 750 quilos de cocaína, quatro toneladas de maconha, armas, 2 mil cartuchos de munição, um avião e veículos. Também foram localizados dois fornecedores de drogas foragidos da Justiça brasileira e paraguaia.
Segundo o assessor de comunicação da Polícia Federal, Wilson Rocha Barbosa, não foi detectado o uso de celulares por parte de Fernandinho Beira-Mar de dentro do presídio federal de segurança máxima. “Ele está detido, mas não está incomunicável. Ele recebe advogados, parentes e amigos. Dessa forma, ele transmite suas orientações para a organização criminosa. Durante um ano e meio de monitoramento não foi detectada nenhuma comunicação de Fernandinho Beira-Mar com o mundo externo à prisão via telefone celular”, disse.
De acordo com a Polícia Federal, a polícia afirmou que as drogas eram importadas pela quadrilha, principalmente do Paraguai, Bolívia, Venezuela e Colômbia, e entravam no Brasil, na maioria das vezes, pelo estado do Paraná, na região de Foz do Iguaçu, por meio de aviões, carros e caminhões.
Os produtos eram comercializados principalmente nas cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro. Uma das principais facções criminosas de São Paulo também estaria envolvida na organização. Segundo a Polícia Federal, por meio dos contatos feitos por Fernandinho Beira-Mar, foi possível identificar todos os fornecedores de drogas da quadrilha. Um dos advogados do traficante João José de Vasconcellos Kolling, continua foragido há seis meses. Outros mandados de prisão ainda serão cumpridos.