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Ocupação do Incra de Imperatriz já dura um mês

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Data de Publicação: 23 de novembro de 2007
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Por Régina Santana

Peleja

Os sem-terra disputam uma área com a Ferro Gusa Carajás

Hoje faz um mês que 120 famílias de trabalhadores rurais sem-terra estão acampadas na sede do Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Imperatriz. Desde o dia 23 de outubro o grupo protesta contra a demora na regularização de uma área da fazenda Eldorado, pertencente à Ferro Gusa Carajás (FGC) indústria da Companhia Vale do Rio Doce, ocupada há mais de quatro anos. No local – distante cerca de 45 quilômetros de Imperatriz, na Estrada do Arroz – os sem-terra montaram o acampamento “Viva Deus” e disputam com a Ferro Gusa Carajás a posse do terreno, que após uma vistoria do Incra foi considerado improdutivo.

A Ferro Gusa contestou o laudo apresentado e recorreu, ganhando na justiça o direito a uma nova perícia. O impasse, segundo o executor do órgão em Imperatriz, José de Ribamar Barros, ocorre em função da indústria ainda não ter se manifestado na 1ª Vara da Justiça Federal de Imperatriz sobre a nova perícia realizada na fazenda Eldorado. “O Incra continua esperando que a justiça decida sobre essa problemática. Só o que podemos fazer é esperar”, garante Barros.

Em nota, a Ferro Gusa Carajás informou que a área em questão apresenta dados concretos de produtividade e que o laudo (apontando que o imóvel é improdutivo) não condiz com a realidade por conter falhas e equívocos graves de interpretação e análise técnica. Diante isso, se manifestou à Justiça Federal impugnando o referido laudo e requerendo uma nova perícia.

Enquanto o impasse permanece, os sem-terra continuam acampados no pátio do Incra de Imperatriz. Eles reclamam das péssimas condições de instalação, dizem que estão passando necessidade e ainda temem a chegada do período de chuvas.

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