O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, participou ontem de uma mesa redonda e defendeu a integração da Polícia Federal com as polícias estaduais na investigação dos crimes, controle e prevenção da criminalidade.
Luiz Fernando defendeu a disponibilização de dados em uma rede segura, confiável e disse que o reconhecimento por um bom trabalho não deve ficar apenas com a PF. “Qualquer dado só é útil se tiver a possibilidade de ser usado com segurança e em tempo oportuno, ou seja, onde estiver sendo solicitada, afinal, investigação é justamente o manejo dessas informações. Este é um grande desafio que precisamos superar. Para tanto, está sendo implantado em todo o país, inclusive no Maranhão, o Infopen-Gestão, que é um moderno programa que de forma, confiável e eficiente torna possível uma central de dados que facilita significativamente as investigações da polícia. Desse modo, o reconhecimento não será apenas da Polícia Federal, mas de todas as instituições que compõem o sistema como um todo”, enfatizou.
Sobre a segurança no Maranhão, Luiz Fernando elogiou a atuação de Eurídice e se disse confiante na parceria estabelecida entre PF e Sesec. “A secretária tem uma visão bastante apurada sobre o conceito de segurança aliada a políticas sociais, à cidadania em si. Ela ajudou a construí-lo, quando ainda estava no Ministério da Justiça, para depois trazê-lo ao Maranhão. Eu creio que este estado deve provar dos resultados do Pronasci mais cedo do que todos os outros, uma vez que quando o Ministério entra com os recursos, o conceito de segurança cidadã já está instalado em todo o sistema e também estruturado junto à comunidade”, concluiu Luiz Fernando.
O diretor da PF disse ainda que o conceito de Gestão Integrada começou acanhado, mas está consolidado e em processo de expansão, até mesmo para os municípios. “O Pronasci prevê a integração da União, Estados e Municípios em suas esferas institucionais. É necessário intensificar o trabalho de prevenção nos municípios, pois estes são a representação máxima da aproximação com a comunidade. Por isso, a estrutura municipal deve entender seu papel na segurança pública para que tenha um acento qualificado no GGI”, comentou.
GGI em atuação - Um bom exemplo dos resultados de uma atuação integrada entre a Polícia Federal por meio do GGI, é a prisão, na última quinta-feira, do presidente do TCE (Tribunal de Contas do Estado) da Bahia, e do conselheiro Antônio Honorato de Castro, durante a operação Jaleco que apura fraudes em licitações públicas. Ao todo, a PF tenta cumprir 20 mandados de prisão e 40 de busca e apreensão. O esquema, de acordo com a PF, seria comandado por empresários dos setores de prestação de serviços de limpeza e segurança. Esses empresários, com a ajuda de servidores públicos, fraudavam licitações do Estado da Bahia, do município de Salvador e da Universidade Federal da Bahia.
As investigações feitas pelas forças policiais que integram o GGI, revelaram que os fraudadores agiam de várias maneiras: superfaturamento de preço, formação de cartel e utilização de empresa de fachada. O grupo também se beneficiava de contratos emergenciais que continham vícios. Em 10 anos, a quadrilha teria provocado um prejuízo de 625 milhões aos cofres públicos, segundo cálculos feitos.