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Pobreza absoluta castiga mais de 5 mil em Cachoeira Grande

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Data de Publicação: 11 de novembro de 2007
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VALDEVAN SANTOS ALMEIDA, o 'VAVÁ'

Supervisor do Programa Nacional de Combate à Dengue (PNCD) em Cachoeira Grande, “Vavá” não recebe salário há mais de três meses, mas prossegue com seu trabalho em busca das larvas do Aedes Aegypti nos povoados e bairros do município, onde no ano passado 97 casos de dengue foram notificados (embora o número real possa ser bem maior). Uma criança de 11 anos contraiu o tipo hemorrágico da doença, mas sobreviveu. As áreas de maior incidência do mosquito são os bairros da área urbana, todos muito carentes, como Travessa da Paz, Torre de Chumbo, Bela Vista, Vila Tonhão e Rua do Sol. O povoado Escondido, localizado próximo à sede, também é uma área de risco. Paralelamente a seu trabalho, Vavá faz parte de um movimento nacional que luta para que os agentes epidemiológicos deixem de ser vinculados às prefeituras e passem a ser contratados pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Dependentes em quase tudo do gestor municipal, os agentes têm sua tarefa limitada pela falta de condições de trabalho. “Há mais de um mês pedimos para a prefeitura material básico de campo, como furadores de lata, pesca-larvas, lanternas, bolsas, fardas e crachás de identificação, mas até hoje não providenciaram nada”.

MANASSÉS RIBEIRO DOS SANTOS, 19
Morador de Cachoeira Grande, Manassés ganha a vida atravessando gente de barco para as duas cidades separadas pelo rio Munim (Cachoeira e Presidente Juscelino). Nas idas e vindas pelas águas do rio, Manasses fatura cerca de R$ 15 por dia.

EUZAMAR SANTOS, 17
Filha de Chiquinho e Aparecida, “Euza” não quer repetir a história de vida da maioria das adolescentes de Cabeça d’Anta, que engravidam cedo e interrompem seus projetos de vida. “Quero terminar o Ensino Médio e depois fazer faculdade de Direito. Sei que morando aqui vou ter que me sacrificar para conseguir meu objetivo, mas tenho muita fé de que ainda vou ser uma advogada, para defender as pessoas pobres”.

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