VALDEVAN SANTOS ALMEIDA, o 'VAVÁ'
Supervisor do Programa Nacional de Combate à Dengue (PNCD) em Cachoeira Grande, “Vavá” não recebe salário há mais de três meses, mas prossegue com seu trabalho em busca das larvas do Aedes Aegypti nos povoados e bairros do município, onde no ano passado 97 casos de dengue foram notificados (embora o número real possa ser bem maior). Uma criança de 11 anos contraiu o tipo hemorrágico da doença, mas sobreviveu. As áreas de maior incidência do mosquito são os bairros da área urbana, todos muito carentes, como Travessa da Paz, Torre de Chumbo, Bela Vista, Vila Tonhão e Rua do Sol. O povoado Escondido, localizado próximo à sede, também é uma área de risco. Paralelamente a seu trabalho, Vavá faz parte de um movimento nacional que luta para que os agentes epidemiológicos deixem de ser vinculados às prefeituras e passem a ser contratados pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa). Dependentes em quase tudo do gestor municipal, os agentes têm sua tarefa limitada pela falta de condições de trabalho. “Há mais de um mês pedimos para a prefeitura material básico de campo, como furadores de lata, pesca-larvas, lanternas, bolsas, fardas e crachás de identificação, mas até hoje não providenciaram nada”.

