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A FIDELIDADE PARTIDÁRIA (PARTE III)
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A FIDELIDADE PARTIDÁRIA (PARTE III)

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Data de Publicação: 11 de novembro de 2007
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Felinto Ribeiro

felintoribeiroescritor@yahoo.com.br

A Infidelidade Partidária foi adicionada à vida pública brasileira, como instrumento para facilitar o crime de natureza política e eleitoral. A Infidelidade política com o troca-troca de partido se assemelhar com a prostituta comercial, ela não tem amor, só visa o vil metal. As reformas políticas ficam estagnadas de 20 a 30 anos no Congresso Nacional, aguardando uma crise de conseqüências profundas para que o Congresso desperte para a gravidade do momento. Houve uma grave negligência do senado em decorrência da ausência de um estatuto que prever o afastamento de qualquer senador durante a investigação de que foi acusado.

As anormalidades decorrentes da falta de um estatuto ou uma legislação que estabeleça normas punitivas para o político portador de vícios políticos, que venham macular a vida pública, os senadores que almejam reformas progressistas, a sua voz fica sufocada pela maioria daqueles que vivem se beneficiando pela promiscuidade política.

A prática constante destes vícios leva o político à insensibilidade e a falta de pudor, os pedidos de quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico são negados quando interessa a maioria, a grande vítima destas práticas indecorosas é a sociedade.

Vários são os atributos que contribuem para impedir a reciclagem política nacional, a sociedade é dinâmica, um parlamento em que não há reciclagem política é como uma planta criada na sombra: incapaz de resistir quando colocada ao sol.

As reformas progressistas ficam retidas no Congresso Nacional, por que os políticos portadores de mandatos viciados têm receio de enfrentar uma eleição que a lei e a justiça falem mais alto. Vamos citar alguns vícios que contribuem para este estado de calamidade política.

A Constituição de 1988 faculta o voto ao analfabeto, onde este se torna uma presa fácil do político escopeteiro, a indústria da seca tem contribuído para estagnação política do nordeste.

O Ministro José Américo de Almeida do ministério de viação e obras públicas do governo de Getúlio criou vários açudes no sertão nordestino, estes açudes muito contribuíram para matar a fome de nossos irmãos nordestinos e enxugar as lágrimas de seus filhos. O grande Celso Furtado, um paraibano como José Américo, idealista no governo de Juscelino Kubitschek criou a SUDENE, instituição financeira objetivando o desenvolvimento do nordeste.

Os recursos da SUDENE foram dilapidados através de projetos fantasmas e a maioria dos açudes nordestinos secaram e desapareceram por falta de manutenção. O carro pipa tem se tornado um instrumento de alienação política dos povos infelizes nordestinos, a água distribuída através deste meio pelas prefeituras, transforma os miseráveis em reféns dos prefeitos inescrupulosos.

Não existe vontade política para mudar a estrutura de miséria que domina o norte e o nordeste. Este estado de calamidade interessa àqueles que vêm conquistando mandato de maneira espúria.

A nossa crítica se limita a uma parte dos políticos nordestinos, no seio do povo nordestino existem políticos de consciência lúcida que luta para mudar o caos que se apoderou daquela região. O problema nordestino só será possível, enquanto houver uma reciclagem no Congresso Nacional.

O reflorestamento do nordeste que ocorreu há cerca de 30 ou 40 anos, os engenheiros judeus foram convidados a promover uma conferência apontando soluções para a seca nordestina. O estado judeu tem bastante experiência em regiões áridas, mas a sua tecnologia supera a diversidade do clima, os técnicos do estado hebreu recomendaram o reflorestamento do nordeste a longo prazo. As propostas progressistas para solucionar a seca nordestina não interessam para a maioria daqueles que se beneficiam deste estado de calamidade.

A transferência das águas do Amazonas para o São Francisco seria um projeto de longo alcance que implicaria em um orçamento avultado, mas ninguém procura discutir a solução do nordeste, porque no dia em que a seca no nordeste for debelada muitas fortunas irão desaparecer.

Os afluentes do Rio Amazonas em sua grande maioria estão sendo destruídos pelo assoreamento e a devastação de suas nascentes e de suas margens.

A Amazônia que foi afirmado no passado que seria o pulmão do mundo está deixando de respirar e o aquecimento do planeta está evoluindo rapidamente.

A educação brasileira está sucateada, as escolas oferecidas pelos municípios são de péssima qualidade, os professores mal remunerados e sem estímulo, não existe uma fiscalização autêntica com capacitação dos professores do ensino básico e fundamental.

A remuneração dos professores não estimula o educador ao trabalho educativo. A insensibilidade da maioria dos prefeitos se torna indiferente ao caos educacional. O senador Cristovam Buarque, grande idealista e sentinela da educação, não tem seus projetos postos em prática, não tem despertado o interesse do governo, porque não há interesse em mudança.

O ex-governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, através do seu secretário de educação Darcy Ribeiro, criou os Brizolões. O Brizolão foi um grande avanço progressista na educação do Rio, seus sucessores deixaram que os Brizolões desaparecessem e as reformas na educação de Brasília na gestão do ex-governador Cristovam Buarque e hoje senador foram esquecidas, e nestas circunstâncias o Brasil marcha para uma tragédia de conseqüências imprevisíveis.

A falta de uma reforma política progressista tem contribuído para a deformação de nossa democracia facultando a prática de vícios, insanáveis. O sistema eleitoral brasileiro não acompanhou a realidade atual já se fala em país subdesenvolvido e a educação brasileira continua no período medieval. O setor rural do Maranhão está vivendo com recursos da previdência da Bolsa Escola, Bolsa Família e da esmola das prefeituras, não existe mais uma agricultura que venha proporcionar rentabilidade suficiente para a manutenção das famílias interioranas.

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