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Terapia ocupacional na reabilitação e cuidados no cotidiano pós derrame cerebral
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Terapia ocupacional na reabilitação e cuidados no cotidiano pós derrame cerebral

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Data de Publicação: 28 de outubro de 2007
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Conhecido popularmente como "derrame cerebral", o Acidente Vascular Cerebral é a 3ª causa de morte em vários países do mundo e a principal causa de incapacitação física e mental. Ocorre por um distúrbio vascular que interrompe o fluxo sanguíneo para áreas cerebrais, resultando em lesões e comprometimento motor, sensorial, cognitivo e da linguagem. Torna-se uma preocupação do terapeuta ocupacional pela interferência no desempenho funcional na realização das atividades diárias, propondo dessa forma, um programa de reabilitação baseado nas necessidades específicas, capacidades remanescentes e história de vida do indivíduo acometido.

A Terapia Ocupacional na reabilitação

O tratamento deve ser iniciado precocemente, pois o período de maior recuperação funcional compreende os 6 primeiros meses, no qual todas as oportunidades de retornar a uma vida normal e a estimulação a desenvolver o grau máximo de independência funcional no cotidiano, seja com auxílios de recursos como dispositivos para marcha (bengala) ou adaptações de suas atividades e utensílios pessoais (talhares, roupas, mobília, etc) são oferecidas.

Os objetivos da terapia ocupacional compreendem:

l Retorno da função física no hemicorpo afetado: estimular controle postural e a sensibilidade tátil, prevenção de deformidades e a instalação de rigidez articular;

l Estimulação da destreza e habilidade do hemicorpo são;

l Melhorar as capacidades funcionais nas atividades diárias: treino e uso de adaptações pessoais e órteses (aparelhos confeccionados sob medida para o posicionamento correto do membro) ajudando a preservar as funções e movimentos;

l Estimular as funções cognitivas afetadas (memória, atenção, aprendizado, orientação tempo-espaço) e da comunicação diante de uma possível afasia;

l Controle das alterações psico-emocionais (depressão, sentimento de inutilidade);

l Organização e adaptação do ambiente domiciliar: prevenção de traumas e quedas;

l Orientação aos familiares e cuidadores.

As dificuldades são reais e potencialmente limitadoras, que comprometem não apenas o indivíduo, mas a família e as relações pessoais e de cuidados. Dessa forma, a proposta da reabilitação pela terapia ocupacional foca o retorno funcional e a promoção do desempenho ocupacional nas atividades da vida diária, trabalho e lazer, segundo as possibilidades individuais e recursos disponíveis evitando a perda da autonomia e independência, mas principalmente o retorno gradual à vida pessoal e ativa em uma atmosfera harmoniosa de bem-estar e conforto.

Dra. Farah Rejenne Corrêa Mendes

TERAPEUTA OCUPACIONAL - ESP. EM TERAPIA DA MÃO - USP

ESP. EM GERONTOLOGIA - UNIFESP - MESTRE EM GERONTOLOGIA - PUC/SP

ATENDIMENTO DOMICILIAR E CONSULTÓRIO:

AV. GETÚLIO VARGAS, 41 - MONTE CASTELO (ALERGOCENTER) - EM FRENTE AO SENAI/CEFET

FONES: (98) 3084-4262 E CEL: (98) 8114-8605

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