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cidadesPolíticas de combate à homofobia no MA são discutidas em oficina

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25 de outubro de 2007
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Por Aurelio Carvalho

Segundo dados fornecidos pelo grupo Gayvota – defensor das causas homossexuais em São Luís –, de 2000 a 2007 foram assassinados 25 homossexuais no Maranhão. Esses números preocuparam a Secretaria Extraordinária de Estado dos Direitos Humanos, que resolveu investir na Oficina de Construção da Metodologia para o Programa Maranhão sem Homofobia, que tem como tema “Os caminhos da construção do programa Maranhão sem Homofobia”. Participam como parceiros do projeto, a Secretaria de Estado da Igualdade Racial, Saúde, Educação, Turismo, Cultura, Mulher, Planejamento, Defensoria Pública, além de representantes da sociedade civil organizada e movimentos GLBT (Gays, Lésbicas e Transgêneros).

Sálvio alertou que a homofobia quase sempre ocorre com agressões

O secretário de Direitos Humanos do Maranhão, Sálvio Dino Júnior, foi quem abriu a Oficina, na manhã de ontem, 24, e falou sobre a homofobia. “Toda forma de discriminação precisa ser combatida. No caso da homofobia, o mais grave é que esse preconceito quase sempre vem junto da violência física. Portanto, é preciso que o poder público se envolva nessa causa e comece a praticar ações que impeçam o desenvolvimento desse preconceito. Nós entendemos isso, e por isso convidamos todos os órgãos aqui presentes, para participar desse projeto”, disse Sálvio Dino.

O ativista, militante do Grupo Arco-Íris do Rio de Janeiro e conselheiro nacional de combate à discriminação, Cláudio Nascimento, também esteve na Oficina e disse que não há como combater o preconceito sem ações integradas. “Precisamos que o poder público realize ações práticas. O Ministério da Cultura já começou a fazer sua parte, apoiando a Parada do Orgulho Gay. É disso que o movimento precisa para poder ganhar força. Isso que o Maranhão está fazendo é maravilhoso. O número de homossexuais assassinados aqui é assustador. No Rio de Janeiro, todo dia há assassinatos desse tipo, e nem o Maranhão, nem qualquer outro estado pode deixar que suas estatísticas fiquem como as do Rio”, afirmou Cláudio.

O programa contra a homofobia é constituído, também, de diferentes ações voltadas para o apoio a projetos que atuam na promoção da cidadania homossexual; capacitação de profissionais e representantes do movimento homossexual que atuam na área de direitos humanos; disseminação de informações sobre direitos, de promoção da auto-estima homossexual; e incentivo à denúncia de violações dos direitos humanos do segmento GLBT.

Homofobia – O medo e o desprezo pelos homossexuais que alguns indivíduos sentem caracterizam a homofobia. O termo é usado para descrever uma repulsa face às relações afetivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, um ódio generalizado aos homossexuais e todos os aspectos do preconceito heterossexista e da discriminação anti-homossexual. A homofobia se manifesta de diversas maneiras, e em sua forma mais grave resulta em ações de violência verbal e física, podendo levar até o assassinato de GLBTs

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