Major da PM é encontrado morto dentro de casa no residencial pinheiroPor Aurelio Carvalho
Provável suicídio...
O major Wilson Roberto dos Santos, membro da Polícia Militar do Maranhão, foi encontrado morto, na manhã de ontem. Major Santos, como era conhecido, tinha 42 anos de idade e trabalhava na Polícia Militar há 15 anos. Não se sabe ainda a causa da morte do oficial, mas, segundo os peritos, ele foi encontrado morto em sua casa, no Residencial Pinheiros, em cima de uma cama, de bruços, e com uma pistola na mão esquerda. A arma estava acoplada com silenciador. Já em estado de putrefação, o corpo estava coberto de insetos e com forte odor. A versão de suicídio foi levantada e não está descartada pela polícia, que já iniciou as investigações para esclarecer o caso. Major Santos durante muito tempo exerceu a função de ajudante-de-ordem da ex-governadora Roseana Sarney.

Quem percebeu que poderia haver um cadáver na casa foi a empregada doméstica da residência vizinha. Segundo ela, ao fazer a faxina de rotina viu que a caixa de ar-condicionado da casa do major estava cheia de moscas e com mau cheiro. Desconfiada, chamou seu patrão e o alertou que havia algo errado. Ele, por sua vez, resolveu ligar para a polícia e comunicar o fato. Por volta do meio-dia e meia de ontem, a polícia chegou ao local e os peritos entraram na casa.
Ao adentrarem um dos quartos, encontraram o corpo do major coberto de sangue e bichos. De acordo com o perito Marcelo Santos, o corpo seria levado para o Instituto Médico Legal (IML) e, só então, analisadas as reais causas da morte. O perito informou também que foi encontrado debaixo do corpo do oficial um aparelho celular, e que, portanto, todas as ligações registradas serão investigadas pela polícia.
Depressão – Durante a investigação policial, amigos e pessoas ligadas ao major Santos estavam no local e contaram como foi o último contato deles com o militar.
Almicéia Dutra dos Santos contou que foi empregada doméstica do major durante sete meses, e que falou com ele pela última vez na terça-feira, dia 26 de dezembro, após o Natal. “Liguei e pedi para ele depositar R$ 100 na minha conta, que era um dinheiro que ele tinha ficado de me dar, ainda da época em que trabalhei na casa dele. Nesse mesmo dia, à noite, o dinheiro já estava na minha conta. Depois não falei mais com ele”, contou.
Segundo Almicéia, o major Santos estava passando por uma crise depressiva, pois havia se separado da esposa e sentia saudades do filho de um ano e seis meses, o qual a ex-mulher havia levado embora para Cuiabá. “Além disso, ele estava passando por problemas com a atual namorada, com quem vivia brigando. A última briga que eles tiveram foi horrível e ele ficou muito triste. Então, os problemas só se acumulavam na vida dele. Ele era uma pessoa maravilhosa, calmo, atencioso e ótimo patrão. Não dá para acreditar que isso tenha acontecendo”, disse Almicéia Dutra.
Último contato - Ainda não está confirmado, mas a perícia acredita que ele estava morto, em casa, há quatro dias. Isso porque no domingo, dia 31 de dezembro, o major Edilson, amigo pessoal do major Santos, esteve junto com ele. “No dia 31 eu fui visitá-lo. Ele realmente estava passando por problemas, mas nunca passou pela minha cabeça que aquele era o último dia em que eu o veria vivo. Ele era meu compadre, meu amigo, meu irmão”, contou o major Edílson.
Wilson Roberto dos Santos era natural de Cuiabá e morava sozinho em São Luís, na Travessa da Rua Existente, Quadra 16, casa 22, no Residencial Pinheiro. Durante muito tempo ele exerceu a função de ajudante-de-ordem da senadora Roseana Sarney, quando ela era governadora do Maranhão.
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