Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição 21,442
Edição 21,442

Política
Recado do Sul
Curtas do Sul
Cobertura de ginásio desaba durante chuva e ventania
Presos 3 suspeitos de participar do assassinato do engenheiro

Presos 3 suspeitos de participar do assassinato do engenheiro

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 24 de janeiro de 2007
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

POR OSWALDO VIVIANI

CASO JOSÉ HENRIQUE PAIVA

Os acusados foram presos em São Pedro da Água Branca e em Marabá, no estado do Pará

Foram apresentados à imprensa ontem em Imperatriz três suspeitos de participar do assassinato do engenheiro e professor universitário José Henrique de Carvalho Paiva, de 54 anos, ocorrido no domingo, 21. Júlio César Matos de Souza foi preso em Marabá (sudeste do Pará) e a dupla Marclean da Silva Souza, o “Cabeção”, e Luís Batista Aguiar em São Pedro da Água Branca (a cerca de 150 km de Imperatriz). Outros dois acusados de integrar o bando estão sendo procurados.

A prisão dos acusados só foi possível porque Marclean e Luís Batista, bêbados, caíram da moto na MA-125, quando iam, no domingo à noite, de São Pedro da Água Branca para Marabá, no Pará.

Atendidos no hospital municipal de São Pedro, eles despertaram suspeitas nos policiais do destacamento da PM da cidade – cabo Francisco e soldados Claudimar e Nogueira – porque mostravam pressa em deixar o hospital, além de não possuírem documentos pessoais nem da moto.

Informados pelo 5º Batalhão da PM em Açailândia de que a polícia de Imperatriz procurava os autores de um crime de morte na cidade, os PMs se comunicaram com o delegado regional Vital Rodrigues de Carvalho, que, nas primeiras horas da segunda-feira, saiu em diligência, na companhia do delegado de Homicídios, Josenildo José Ferreira, e de agentes de polícia.

As prisões de Marclean, Luís Batista e Júlio César foram feitas na segunda-feira. Os dois primeiros foram detidos assim que o hospital os liberou e Júlio César foi preso na borracharia em que trabalhava, em Marabá. Segundo a polícia, nenhum dos presos confessou participação no crime.

Investigações prosseguem – A polícia não considera o crime totalmente elucidado e ainda investiga sua real motivação. A hipótese que muitos se apressaram em difundir, de simples latrocínio (roubo seguido de morte), não é assumida pelo delegado de Homicídios, Josenildo Ferreira. “Ainda temos muito a investigar para esclarecer melhor o caso”, afirmou o delegado. O delegado regional Vital Rodrigues também acha “leviano” assumir ou descartar qualquer hipótese. Ele garantiu que a possibilidade de crime de mando - decorrente da postura polêmica da vítima ou de questões envolvendo dinheiro e até mesmo passionais - continua a ser investigada. Um dos detidos, Luís Batista Aguiar, declarou na 10ª Delegacia Regional de Polícia que o engenheiro José Henrique devia dinheiro para um dos membros do bando.

Pouca gente em Imperatriz acredita que o assassinato tenha sido um simples latrocínio, pelas circunstâncias do crime, um dos mais brutais já ocorridos na cidade. O engenheiro levou pelo menos seis facadas, na barriga e perto do olho, além de pauladas (ou pedradas) na cabeça. Pertences pessoais da vítima – bolsa, cordão de ouro, porta-cédulas (com cartões de crédito, talão de cheques e documentos) – foram desprezados pelo(s) matador(es). Apenas a caminhonete S-10 marrom do engenheiro e seu celular foram levados.

A caminhonete ainda não foi localizada. A polícia acredita que ela esteja em poder dos outros dois integrantes do bando envolvido no crime, que estão sendo procurados. Os foragidos, segundo a polícia, também estariam em Marabá, no estado do Pará.

Ameaças de morte – Considerado uma pessoa polêmica, José Henrique de Carvalho Paiva – professor de Física da Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e ex-inspetor do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea) de Imperatriz – não vacilava em denunciar supostas falcatruas de políticos e empresários tocantinos. Por conta dessas acusações, ele se dizia ameaçado de morte. Suas denúncias mais recentes foram sobre esquemas fraudulentos para a construção de poços artesianos e “kits” sanitários.

Maranhense de Caxias, formado pela Universidade de Brasília (UnB), José Henrique lecionava na Uema há mais de 30 anos. Estava em Imperatriz há pelo menos 24 anos.

O assassinato do professor chocou estudantes e colegas da Uema. O diretor da instituição, Expedito Barroso, se mostrou perplexo com a violência na cidade, que, segundo ele, atinge a todas as classes de cidadãos, “do pedreiro ao engenheiro, do zelador ao professor”.

Saiu para orar na tarde de sábado e encontrou a morte

Na tarde de sábado (cerca de 18h30), o engenheiro José Henrique Paiva saiu sozinho de seu apartamento, localizado na rua Dorgival Pinheiro de Souza (no 5º andar do edifício do Shopping Imperatriz, em cima do Supermercado Liliani). Ele não disse para a mulher, Wandete do Carmo Oliveira Paiva, onde ia. Simplesmente pegou sua caminhonete S-10 na garagem do prédio, e saiu.

A mulher só intuiu que algo de ruim havia acontecido quando ligou para o celular do marido às 21h, aproximadamente, e o aparelho estava desligado. Mais tarde, cerca de 1h da madrugada, deu mensagem de “programado para não receber ligações”.

De acordo com seus familiares, Paiva, que era evangélico, tinha o hábito de orar, ao entardecer, juntamente com um grupo de pessoas, num monte localizado próximo ao local em que seu corpo foi encontrado, no chamado Coco Grande.

O corpo de José Henrique foi trasladado na noite de domingo para Caxias e sepultado na segunda-feira. O engenheiro e professor universitário deixa esposa e três filhos – dois homens, de 24 e 30 anos, e uma mulher, de 26.

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br