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Curtas do Sul
Polícia descarta latrocínio e segue 3 linhas de investigação

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Data de Publicação: 23 de janeiro de 2007
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OPERAÇÃO GALÁTICOS

‘Hacker’ preso pela PF não consegue liberdade provisória

Acusado de liderar uma quadrilha que desviava dinheiro pela internet, Arley Barbosa Gonzaga teve pedido de liminar em “habeas corpus” negado pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Raphael de Barros Monteiro Filho. O “hacker” foi preso em agosto, durante a Operação Galáticos, da Polícia Federal, e responde pelos crimes de furto mediante fraude, formação de quadrilha, violação de sigilo bancário e interceptação telemática ilegal.

Ele vai permanecer detido na Cadeia Pública de Augustinópolis (TO) até o julgamento do mérito do habeas-corpus no STJ.

A operação da PF foi realizada em agosto de 2006, em Imperatriz, e recebeu o nome de “Galáticos” porque os investigados assim se denominavam em alusão aos jogadores de futebol – estrelas intocáveis – do Real Madrid, da Espanha. A ação resultou na prisão de 52 pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha que utilizava programas do tipo espião para capturar senhas bancárias de correntistas de vários bancos, principalmente da Caixa Econômica Federal.

De posse dos dados bancários, os criminosos realizavam transferências de valores para conta de “laranjas”, faziam compras de produtos pela internet, recarga de celulares pré-pagos e pagamentos de boletos bancários.

O esquema também contava com a participação de empresas da cidade de Imperatriz, que recebiam parte dos valores desviados através da emissão de boletos bancários fraudulentos do sistema de pagamento “on-line”. Segundo o Ministério Público, Arley seria um dos líderes dessa quadrilha, responsável por coletar as informações e efetuar as transferências e pagamentos de boletos.

Na tentativa de obter a liberdade provisória, ele alegou inexistência de indícios de autoria que sustentem a prisão preventiva. De acordo com seus advogados, alguns dos acusados no mesmo processo sequer souberam informar sobre a participação dele nos crimes denunciados.

O réu também afirmou estar sofrendo constrangimento ilegal, pois a instrução criminal ainda não foi concluída após 109 dias de prisão – prazo superior ao 81 dias previstos para a realização desse procedimento. No entendimento do presidente do STJ, esse prazo não é absoluto e improrrogável e pode ser dilatado diante das peculiaridades do caso. Além disso, como o acórdão negado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região não discutiu tal tema, o STJ fica impedido de analisá-lo sob pena de indevida supressão de instância. Ao indeferir a liminar, o ministro Barros Monteiro solicitou informações à autoridade apontada como co-atora e encaminhou o processo ao MPF.

Atropelado e morto

O ciclista Deuzimar Batista Lima foi atropelado e morto por uma carreta, ontem pela manhã, quando trafegava pela BR-010 (Belém-Brasília), próximo ao posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo testemunhas, o ciclista tentava desviar de uma poça d’água às margens da pista quando foi colhido pela carreta, dirigida por Avelino Franco.

Assaltantes trapalhões

Dominado na BR-010 (entre Carolina e Estreito) por quatro homens armados, que estavam num carro, o caminhoneiro Jerônimo Luís de Oliveira teve de entregar o caminhão carregado com 30 toneladas de soja aos bandidos. Só que, na pressa de fugir, os assaltantes não conseguiram controlar o caminhão numa curva fechada e acabaram colidindo o veiculo com outro caminhão, que transportava madeira. Os caminhões resultaram bem avariados enquanto a soja e a madeira ficaram espalhadas no asfalto. Os bandidos trapalhões fugiram de mãos abanando.

Prefeito promete renunciar

O prefeito de Ribamar Fiquene (a 45 km de Imperatriz), Hilter Alves Costa, o Ita Alves (PFL), anunciou que pretende renunciar ao cargo no próximo mês de julho. O prefeito, que está no segundo mandato, apresentou como motivo da decisão, sua insatisfação com a falta de recursos e de apoio ao seu programa de governo.

“Não quero apenas receber o salário de prefeito e não poder cumprir com minhas obrigações, que são realizar obras e serviços para o município. Sem convênios e recursos do estado ou da União, é praticamente impossível trabalhar”, afirmou Ita. O prefeito não soube explicar por que estaria deixando para julho seu afastamento, mas garantiu que não pensa em voltar atrás da decisão.

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