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GeralServidores federais denunciam irregularidades no Sindsep

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21 de janeiro de 2007
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Por Aurelio Carvalho

Diretores do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (Sindsep), órgão que também atende os interesses dos funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai), estão sofrendo uma série de acusações por parte de alguns servidores federais. Segundo denúncias feitas por Nemeziano Carvalho Loura, funcionário da Fundação Nacional da Saúde (Funasa) e candidato à diretoria do Sindicato, a atual gestão, comandada por Raimundo Pereira de Sousa, não prioriza a mobilização a favor dos interesses da classe; não denuncia irregularidades que prejudicam os servidores, além de terem assumido a diretoria desde 1990, não dando chances a nenhum outro servidor, de assumir o posto.

“O Sindicato foi fundado em 1990 e de lá para cá, nunca houve uma eleição. Com isso, a atual gestão se acomodou e tem se distanciado da luta efetiva, que é mobilizar a categoria em defesa dos seus interesses. O que existe hoje é um mero ´turismo sindical´, ou seja, o sindicato viaja a Brasília constantemente e não apresenta nenhum retorno dessas viagens aos trabalhadores. Isso acontece porque trata-se de uma diretoria ligada ao governo, que não tem liberdade para nada e só faz o que convém ao governo”, disse.

Eleições – Nos dias 5, 6 e 7 de março acontecem as primeiras eleições da história do Sindicato dos Servidores Públicos Federais. Nemeziano Carvalho Loura concorrerá na chapa de oposição Renovar é Preciso – autonomia, liberdade e resistência. A chapa é composta por 66 pessoas, representando dez secretarias de São Luís e 11 secretarias regionais, espalhadas pelo interior do Estado. Existem hoje, cerca de dez mil servidores filiados ao Sindicato.

Para que haja eleição é preciso que, pelo menos 30% deles votem. Ganha a chapa que obtiver 50% dos votos mais um. O mandato é de três anos. De acordo com Nemeziano, as propostas de sua chapa se resumem em: criação de um sindicato classista, combativo, sem atrelamento a governos; voltado para a defesa intransigente de ser uma base da classe trabalhadora; e defesa de um sistema diretivo, colegiado, sem ‘caciques’ e mandonismos.

“Nosso primeiro passo, se ganharmos as eleições, é melhorar a comunicação com a categoria, dando ampla divulgação dos atos da direção, informando, por exemplo, mensalmente, a receita arrecadada e as despesas realizadas. Também vamos chamar a categoria para elaborar o nosso orçamento participativo – coisa que a gestão atual nunca fez”, informou Nemeziano Carvalho.

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