Servidores decretam greve geral em Alagoas por suspensão de reajusteO funcionalismo estadual de Alagoas decretou greve geral, numa assembléia que reuniu ontem, em Maceió, cerca de 4.000 servidores. Além disso, o prédio da Secretaria da Fazenda foi invadido por grevistas no final da manhã e o sistema de emissão de notas fiscais eletrônicas foi desligado.
Os servidores dizem que só vão encerrar a paralisação se o governador do Estado, Teotônio Vilela Filho (PSDB), derrubar o decreto que cassou o reajuste salarial dado em 2006 ao funcionalismo estadual. O governo disse que a medida é necessária para cumprir a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).
Algumas categorias profissionais —como os policiais civis, professores e trabalhadores da saúde— já haviam decretado greve durante a semana em assembléias próprias.
O Estado de Alagoas tem 51 mil servidores na ativa e 17 mil aposentados e pensionistas. O corte dos reajustes atingiu cerca de 80% do funcionalismo, segundo a Secretaria de Administração do Estado.
Os salários de dezembro, que começaram a ser pagos nesta semana, já sofreram cortes.
Segurança – A Polícia Militar decidiu, em assembléia, adiar para a próxima segunda-feira a decisão sobre o início da greve. Segundo Eduardo Lucena, presidente da Associação de Oficiais da Polícia Militar, apesar de não abrir mão do salário integral, a categoria aceita adiar alguns benefícios. O governo ficou de estudar a proposta.
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