Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora
Edição 21,437
Edição 21,437

Política
Pastor Porto cumpre extensa agenda em Imperatriz
Recado do Sul
Curtas do Sul
Assassino de Camila “evaporou”. Para muitos, pode estar morto.
Assassinatos de 'Roberto Veículos' e de Camila podem ter ligação

Assassino de Camila “evaporou”. Para muitos, pode estar morto.

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 19 de janeiro de 2007
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

Amanhã completa dois meses que a estudante Camila Fontinele Bezerra foi assassinada, dentro da própria casa, na rua Henrique Dias (bairro São José do Egito, próximo ao centro da cidade e a apenas 100 metros do quartel do 3º Batalhão da Polícia Militar). E apesar de o assassino da jovem, o pedreiro Jó Gonçalves dos Santos, o “Miúdo”, ser uma pessoa que sabidamente não dispunha de condições financeiras para “evaporar” de Imperatriz (como parece ter ocorrido), ele não foi localizado pela polícia até hoje. Muita gente em Imperatriz acha que o matador, “arquivo vivo” do crime, já estaria morto.

Camila Fontinele foi atingida com um tiro na altura do olho direito porque não teria obedecido à ordem de “Miúdo”, de amarrar sua mãe no banheiro da casa, para que ele concretizasse um suposto assalto. De acordo com Cleanes Mendes Fontinele Bezerra, mãe da estudante – que cursava o último ano do Ensino Médio no colégio Dom Bosco –, “Miúdo”, era conhecido da família há mais de três anos. Ele já havia realizado vários serviços de pedreiro para Cleanes e seu marido José Brás.

No dia do crime, “Miúdo” chegou à residência, localizada na rua Henrique Dias, 571 (São José do Egito), de bicicleta, mais ou menos às 8h30. Quem abriu o portão para ele foi Cleanes Bezerra, que não desconfiou de nada, uma vez que já havia sido acertada com “Miúdo” a derrubada de uma parede no quarto de Camila.

Após uns poucos minutos dentro da casa, “Miúdo” anunciou um suposto assalto a Cleanes e sua filha, que estavam no banheiro. Apontando para as duas mulheres um revólver calibre 38, e segurando uma corda na mão esquerda, o assaltante ordenou a Camila que amarrasse a mãe.

Segundo Cleanes, sua filha teria respondido que não sabia como amarrar, momento em que “Miúdo”, sem hesitar, atirou quase à queima-roupa na jovem. Depois de atirar na garota, “Miúdo” tentou matar Clenes, disparando novamente e depois tentando sufocá-la. Só não conseguiu porque a mulher se atracou com o agressor e teve a ajuda do filho, Eduardo, que foi atraído pelos gritos da mãe. “Miúdo” fugiu na mesma bicicleta em que chegou, sem levar nada da casa. Ele abandonou a arma do crime na residência.

Policiais civis e militares chegaram à casa da rua Henrique Dias logo após o ocorrido e imediatamente se deslocaram até a casa em que o acusado morava, na rua São Domingos (próximo ao hospital Nice Lobão, no Parque São José). “Miúdo” não estava na residência, que é propriedade de seu sogro, mas pessoas que estavam na casa forneceram à polícia duas fotos do acusado e outras informações.

Durante pelo menos duas semanas, a polícia concentrou suas buscas num matagal próximo à chácara Cruzeiro, na Vila Macedo (periferia de Imperatriz), nas cercanias da rua do Protestante, onde mora a mãe de “Miúdo”, Dinalva Gonçalves dos Santos. O assassino teria sido visto no local um dia depois do crime.

Homens das polícias Militar e Civil – inclusive policiais disfarçados – passaram vários dias cercando toda a área da Vila Macedo. Até o programa “Earth”, da Google, que detalha, com a ajuda de satélites, todas as áreas do planeta, até as mais inóspitas, foi utilizado para dar apoio aos policiais, mas o matador não foi capturado. A região próxima à rua 11, no Bacuri – casa da sogra de “Miúdo”, Maria Vera Lúcia Rodrigues, onde ele morava com a mulher, Vanessa Cristina Carvalho de Melo, e com um filho pequeno –, também foi, desde o dia do crime, monitorada pela polícia, sem resultado.

Comoção – O velório e o enterro do corpo de Camila Fontinele foram realizados no dia 21 de novembro, em clima de grande comoção. Ela foi velada na casa em que foi morta, na rua Henrique Dias, 571, e sepultada no cemitério Jardim das Rosas.

Pela manhã, amigos e familiares de Camila se juntaram a pessoas ligadas a outras vítimas da violência em Imperatriz e à população em geral e realizaram uma caminhada pelas ruas da cidade, pedindo justiça e paz. A família Bezerra também pediu a prisão do assassino de Camila durante a audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de Imperatriz, em 23 de novembro, e numa caminhada pelas ruas do centro da cidade, em 11 de dezembro.

Quando ocorreu o crime, a família Bezerra morava na casa da rua Henrique Dias há menos de cinco meses – eles se mudaram para o local em julho, vindos do Jardim São Luís (periferia de Imperatriz). Há cerca de cinco anos, a residência já havia sido cenário de um outro episódio violento: um assaltante invadiu a casa e acabou ferindo um dos moradores – um bancário – com mais de dez facadas. Ele sobreviveu, mas a família, traumatizada com o episódio, resolveu mudar para Goiânia.

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br