O pistoleiro e ex-cobrador de Hassan Yusuf, Benito Miranda Muradás, desapareceu de Imperatriz logo após o assassinato de Ezir Jr., em 1995. Um corpo totalmente carbonizado que estava na funerária Perpétuo Socorro (Praça da Cultura) teria sido reconhecido por Hassan como o do ex-empregado. Hassan negou ao Jornal Pequeno que tenha feito o reconhecimento. Segundo ele, só se referiu a “uma possibilidade” de aquele ser o corpo de Muradás, pelas vestes e pelas características dos “dentes da frente” do cadáver, semelhantes aos do ex-funcionário.
Preso em Minas Gerais, em 2000, e levado para Natal (Rio Grande do Norte), onde era acusado de haver assassinado um casal, Benito Muradás confessou, aos promotores do Ministério Público, participação na morte de Ezir Jr. e denunciou seus ex-patrões Hassan e Jamal como mandantes do crime. Segundo Muradás, um carro e duas armas de propriedade dos irmãos foram usados no seqüestro. Benito também acusou Hassan e Jamal de serem sócios do ex-deputado estadual José Gerardo, preso por liderar uma quadrilha de roubo de cargas e assassinatos.
No final de 2000, em depoimento a um juiz, e sem a presença do MP, Muradás resolveu desdizer tudo o que já havia dito e inocentar os irmãos Yusuf. Assumiu toda a culpa pelo seqüestro. Logo depois, fugiu espetacularmente do presídio potiguar de segurança máxima de Alcaçuz, numa operação que contou com a participação de mais de vinte homens, que invadiram o presídio armados de fuzis AR-15 e granadas.
Em 8 de dezembro de 2000, Benito Muradás – o maior “arquivo vivo” do caso Ezir Jr. – apareceu assassinado com 20 tiros.