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Política
Muradás, o pistoleiro que morreu duas vezes
‘Acredito que um dia Hassan vai confessar o crime’, diz Ezir Leite
Hassan nega acusações e diz que ajudou Ezir Leite
'Caso Ezir Júnior' desafia polícia e Justiça há 12 anos

Hassan nega acusações e diz que ajudou Ezir Leite

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Data de Publicação: 17 de janeiro de 2007
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Nascido na cidade síria de Kafrun (norte do país) há 57 anos, Hassan Yusuf está em Imperatriz desde 1980. Presidindo atualmente o Sindicato do Comércio Atacadista local, Hassan é firme em reafirmar sua inocência em relação ao assassinato de Ezir Jr. Em entrevista à sucursal do JP em Imperatriz, ontem, ele lembrou que o caso já foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que o inocentou por 7 votos a zero. Hassan informou que em relação a seu irmão Jamal (que atualmente trabalha no comércio atacadista em Anápolis, Goiás), o processo prossegue no Supremo Tribunal Federal (STF).

Hassan afirmou que não tem sentido a acusação do Ministério Público que teria mandado matar o filho de seu maior concorrente por ganância comercial. “Como eu poderia querer destruir um concorrente se fui eu quem ajudou o Ezir Leite [pai] a instalar a Distribuidora Tropical aqui do meu lado, na rua Paraíba?”, questionou Hassan. Para o comerciante, a motivação do crime foi “exclusivamente” por causa de dinheiro. Hassan afirmou que, desde o início das investigações, ele próprio apontou Benito Muradás a Ezir Leite como autor do seqüestro de Ezir Jr. “O Benito já tinha vindo pra mim com a mesma história de que sabia de um roubo de mercadorias minhas e eu não ‘caí’, procurei a polícia”, disse Hassan.

Ele negou, ainda, que suas amizades no mundo político, jurídico e policial (senador Edison Lobão, Roseana Sarney, delegado e atual deputado estadual Raimundo Cutrim, prefeito Ildon Marques, juízes etc.) o tenham ajudado a se livrar das acusações do Ministério Público.

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