O Consórcio Via Amarela, responsável pelas obras da linha 4-Amarela do metrô de São Paulo, afirmou neste domingo que os moradores prejudicados pelo desabamento nas obras da estação Pinheiros (zona oeste) serão ressarcidos.

Segundo a Defesa Civil, 55 imóveis foram interditados após o acidente, ocorrido na sexta-feira (12). Três deles foram condenados e tiveram a demolição anunciada.
Em nota, o Consórcio afirma que as famílias que tiveram suas casas danificadas terão o "ressarcimento integral do imóvel e seus pertences".
O consórcio é liderado pela Odebrecht, a maior construtora do país, e integrado também pela OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez.
Acidente - O canteiro de obras que desabou era usado como acesso de funcionários e equipamentos à obra. Do fosso partem dois túneis: um segue por baixo do rio Pinheiros e o outro vai para o centro. Foi a partir desse segundo túnel, inaugurado há cerca de um ano, que a estrutura começou a desabar, segundo informações do governo do Estado.
O acidente ampliou o buraco, que passou a ter cerca de 80 metros de diâmetro. A cratera engoliu veículos, entre eles uma van. No total, sete pessoas são consideradas desaparecidas. A lama e o terreno instável atrapalha as buscas.
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse neste domingo que considera "pouco provável" que as equipes de busca localizem com vida as pessoas soterradas.
Inicialmente, um guindaste de aproximadamente 50 metros de altura e 50 toneladas também ameaçou o resgate. Ele ficou parado às margens da cratera e ameaçava cair. O equipamento foi amarrado a um contrapeso e estabilizado por meio de concreto injetado.