O candidato ao governo do Maranhão pelo PSDB, deputado Aderson Lago, anunciou que vai criar uma tarifa diferenciada de água para atender aos usuários de menor poder aquisitivo. "Precisamos levar água de boa qualidade a toda população maranhense. Não podemos discriminar ninguém. Aqueles que não têm condições de pagar o consumo serão contemplados por uma tarifa social, que lhes garanta o acesso ao serviço", declarou.
De acordo com projeções do candidato tucano, pelo menos 15% da água desperdiçada em São Luís têm origem em ligações clandestinas, geralmente em áreas de invasão e palafita. "Isso a gente combate substituindo a gambiarra por rede de distribuição e oferecendo a tarifa social". A outra parte das perdas do produto, cerca de 35%, é causada pela deficiência da rede.
Para conter essa sangria, o tucano vai remanejar cerca de 70% de adutora, num esforço que alcançará todo o Centro e mais um raio de até cinco quilômetros, tendo como limite o bairro da Jordôa. "Ainda tem tubulação, na área central, que data de 1910 e é constituída de ferro ou amianto". Atualmente o uso do amianto é proibido pelos riscos que oferece à saúde humana, especialmente por conter substâncias cancerígenas.
A determinação de Aderson por investimentos em água faz parte do seu projeto de governo para a área de saúde pública. Ele quer priorizar a medicina preventiva, sem descuidar do aspecto curativo. Nesse sentido, vai dar atenção especial ao setor de saneamento básico, com destaque para esgotos sanitários e água potável. "Não se pode falar em saúde pública sem investir nesses serviços. Hoje sabemos que 80% das doenças que acometem as pessoas têm origem na água".
No caso específico da água, o tucano explicou que a sua idéia é garantir a oferta do produto a toda a população do Maranhão. Para tanto, no seu governo a Caema colocará em curso um programa de perfuração de poços artesianos e de sistema de captação superficial, utilizando os cursos naturais de água.
Quanto ao serviço de esgotos sanitários, nas maiores cidades, aí incluída a capital, o governo construirá estações de tratamento; optando por um programa de kits sanitários na zona rural e cidades menores. Esses kits compreendem banheiro, fossa céptica e sumidouro. "Essas providências constituem um passo indispensável para fortalecermos o serviço de saúde pública no Maranhão e garantir qualidade de vida às populações", assinalou Aderson.
No caso do abastecimento de água de São Luís, o foco do governo tucano estará voltado às perdas do produto, hoje ao redor de 50% da produção da Caema. De acordo com Aderson, esse desperdício tem tudo a ver com o sucateamento da rede de distribuição e com ligações clandestinas.