A candidata à Presidência da República pelo PSOL, Heloísa Helena, chamou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de “gângster” e acusou o PT de ser uma “organização criminosa capaz de roubar, matar, caluniar e liquidar qualquer um que passe pela frente ameaçando seu projeto de poder”.
Ela fez essas declarações anteontem pela manhã, em cima de um palanque improvisado no Aterro do Flamengo, na zona sul do Rio de Janeiro. À tarde, em caminhada em Copacabana, voltou a fazer as mesmas afirmações.
Antes de chamar o PT de uma organização criminosa, a senadora fez uma ressalva poupando alguns militantes do partido, sem, no entanto, citar nomes. “Há pessoas dignas lá, eu conheço. Mas, com todo o respeito a algumas pessoas que estão no PT, infelizmente o presidente Lula é um gângster que chefia uma organização criminosa”, afirmou.
Em resposta às declarações dadas por Heloísa Helena, o comitê de campanha da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou uma nota dizendo que esta “é uma atitude destemperada que demonstra o desequilíbrio da candidata com a queda nas pesquisas”.
O texto ainda promete medidas do departamento jurídico da campanha.
TSE tira trecho de propaganda do PSDB do ar por conter ofensas a Lula
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) concedeu liminar em favor da coligação que tem como candidato à reeleição o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os petistas haviam pedido a suspensão de trecho da propaganda no horário eleitoral gratuito da coligação PSDB-PFL por a considerarem ofensiva.
Na representação, a coligação de Lula afirma que foram apresentadas imagens externas e montagem em alguns trechos da propaganda ao citar pessoas ligadas ao PT e ao governo acusadas de corrupção.
O locutor cita José Dirceu, Delúbio Soares e Waldomiro Diniz e diz que Lula afirmou que “ninguém deixaria de ser meu amigo porque cometeu um erro”. Na propaganda tucana, o locutor ainda diz “cuidado, não deixe a turma do Lula voltar” e “Lula não merece o seu voto”.
O relator do processo, ministro Ari Pargendler, em sua decisão, afirmou que “o TSE ainda não delimitou a noção de gravação externa.” Por conta disso, “por cautela” e liminarmente, decidiu pelo impedimento da propaganda até o julgamento representação.
A assessoria da campanha de Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Presidência, informou que vai cumprir a liminar, mas vai recorrer da decisão.