O presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva insistiu na tecla do continuísmo, com uma possível alusão ao programa Bolsa-Família: “temos grandes obras em andamento, temos grandes programas de transferências de renda em curso”. Seu programa seguiu o roteiro de apresentação de obras em andamento para moradia, saúde, transportes, saneamento e educação.
O programa do tucano Geraldo Alckmin seguiu quase a mesma linha, mas fazendo referências freqüentes ao governo Lula: fez uma retrospectiva da gestão tucana em São Paulo, com referência à construção de hospitais e moradias, à rede de restaurantes populares e promessas para construção de estradas e “frentes de trabalho no Nordeste”.
As críticas ao adversário do PT surgiram por meio de depoimentos de populares: “brasileiro não quer esmola, quer emprego”, afirma um operário. Outro eleitor, no restaurante “Bom Prato”, diz: “aqui é o verdadeiro Fome Zero [programa federal de assistência social]”.
A candidata Heloísa Helena (PSOL) fez menção à crise da Volkswagen para afirmar que “estes dois [Alckmin e Lula] não servem para pilotar o Brasil”, apresentando uma foto de jornal com a imagem dos candidatos do PT e PSDB numa carro da montadora.
Cristovam Buarque (PDT) também deixou de lado a apresentação de propostas para questionar a população votante: “qualquer eleitor com quem eu converso diz que detesta corrupção, que tem nojo de políticos corruptos. Não obstante, as pesquisas mostram um eleitor diferente, dizendo que vai votar nos mesmos políticos”.
O PCO, que normalmente protesta contra a impugnação de seu candidato a presidente, usou o horário eleitoral para fazer política sindical. O partido dedicou pelo menos metade do programa para falar sobre greve nos Correios.